Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"
Domingo, 23 de Outubro de 2005
O Fim do Graf Spee e Começo da Batalha do Radar
Grafspee3.jpg


Couraçado de Bolso Admiral Graf Spee que travou a primeira batalha naval da II. Guerra Mundial. Era um navio revolucionário, mas que ficou aquem das expectativas criadas, pois deslocava 15.900/16200t e estava armado com 6 poderosos canhões de 280 mm com alguma blindagem. Foi o primeiro grande navio construído em aço soldado e movido apenas por motores diesel, o que lhe permitia atingir a velocidade de 28 nós e ter um excelente raio de acção. Por cima dos telémetros está uma antena de radar disfarçada de telémetro de reserva


O Primeiro Combate




O primeiro combate entre navios de superfície das marinhas alemã e inglesa teve como protagonistas o couraçado de bolso Graf Spee e três cruzadores britânicos. Isto, à excepção do afundamento do paquete armado em cruzador auxiliar Rawalpindi pelo couraçado Scharnhorst a 23 de Novembro na passagem entre a Islândia e as ilhas Feroe. Um combate muito rápido que em minutos levou o grande paquete para o fundo. Aquele couraçado rápido alemão e o seu irmão Gneisenau tinham saído para o mar para aliviar a pressão da marinha britânica sobre o Graf Spee, já em vias de ser acossado no Atlântico Sul. Uma saída rápida, mas tremendamente arriscada, dada a enorme força naval e aérea que os britânicos poderiam ter mobilizado contra aqueles navios.



O Graf Spee tinha iniciado a sua actividade guerreira no Atlântico Sul depois do 28 de Setembro, data em que ingleses e franceses recusaram a proposta de Paz do ditador germânico com a proposta de uma Polónia polaca independente, isto é, sem territórios alemães, bielo-russos e ucranianos.



O navio saiu da sua base em Wilhelmshaven a 21 de Agosto de 1939. A 30 de Setembro afunda o vapor britânico Clement, prosseguindo a sua actividade de caça em direcção às costas africanas, perto das quais afundou quatro navios mercantes, dobrou o cabo da Boa Esperança, afundou o petroleiro African Shell e regressou ao Atlântico.



Na rota para as costas argentino-uruguaias despachou para o fundo do mar quatro outros navios, totalizando então cerca de 50.000 toneladas de navios destruídos, até encontrar-se de súbito frente a uma aguerrida força naval britânica constituída pelos cruzadores ligeiros Achiles e Ajax de 6.985t/7.270t, armados com 8 peças de 151 mm, e pelo cruzador pesado Exeter de 8.390t com 6 peças de 203 mm. A artilharia principal do Graf Spee contava com 6 peças de 280 mm e 54 calibres em duas torres com dois excelentes directores de tiro, além do radar “Seetakt GEFA” que funcionava num comprimento de onda de 80 cm. Este radar servia bem para a navegação e detecção a longa distância, mas era impróprio para a direcção do tiro. Contudo, naquele dia 13 de Dezembro do verão austral, a visibilidade era óptima, bastavam os directores ópticos. Os oponentes britânicos não dispunham de radares; nessa altura, o Reino Unido ainda só utilizava os aparelhos de 1,5 m de comprimento de onda, muito inferiores aos alemães com antenas de grandes dimensões instaladas em terra.



A força britânica que enfrentou com êxito o Graf Spee formava o Grupo G sob o comando do comodoro Henry Harwood que se apresentou com três cruzadores, já que o cruzador pesado Cumberland pertencente à mesma formação ficou para trás, nas Falklands, para reparações.



A central de operações do Almirantado Britânico não teve dificuldades em adivinhar a rota ordenada pelo comandante do Graf Spee, Hans Langsdorff, tão linear foram os ataques contra navios mercantes desde o cabo da Boa Esperança às imediações da foz do Rio de La Plata.



Pelas 6.14 da manhã, os britânicos avistam o Graf Spee a uma distância de 17.500 a 18.000 metros; quatro minutos depois o Graf Spee abre fogo sobre o Exeter que dois minutos depois inicia a resposta e, passado mais um minuto, também o Ajax e o Achiles abrem fogo. O comodoro Harwood dividiu a sua força em dois grupos, o Exeter de um bordo e os dois cruzadores mais pequenos de outro, de modo a obrigar os alemães a dividirem também o fogo das suas duas torres triplas de 280 mm. A manobra tinha sido estudada previamente, pelo que não foi necessária qualquer troca de sinais para ser prontamente executada. Os britânicos bateram-se com uma bravura inaudita. A terceira salva do Graf Spee despeja os seus estilhaços nos tubos lança-torpedos de estibordo, matou toda a respectiva guarnição e destruiu o avião “Walrus” que estava por perto na sua catapulta. Minutos depois, a torre “B” do Exeter é posta fora de combate e muitos estilhaços atingem o pessoal da ponte, o comandante do navio, “Capitain” Bell, é ferido na cara, tal como dois outros oficiais. O Graf Spee continua a atacar o seu adversário mais forte, conseguindo pôr a torre “A” fora de combate e colocar uma granada no interior do navio, o que obrigou a inundar os paióis da torre “B” e das peças de 4 polegadas. Apesar dos estragos, o Exeter continuava a disparar com a sua torre “Y” sob controlo local. O sistema de comunicações interno estava avariado e 61 homens da guarnição mortos e 23 feridos. Felizmente, as caldeiras e turbinas não foram atingidas, pelo que o navio continuava a fazer os seus vinte nós.



O Graf Spee, por sua vez, não ficou incólume pois recebeu três tiros. O primeiro causou poucos danos na ponte, o segundo atingiu uma peça antiaérea e passou por duas cobertas até explodir junto à aparelhagem de produção de água potável. A terceira granada atravessou a blindagem lateral e explodiu a meia-nau, avariando uma das anteparas e a dispensa. O Ajax perdeu duas das suas torres de 150 mm devido a um único tiro encaixado, enquanto o Achiles tenta um ataque a torpedo que falha dada a grande distância a que estavam do navio germânico. Ao fim de 18 minutos de combate devastador, o Graf Spee lança caixas de fumo e tenta afastar-se a toda a velocidade protegido por uma cortina de fumo, mas os britânicos não desarmam. Os pequenos cruzadores Ajax e Achiles não o largam, contudo, perseguindo-o, mesmo que desligados do combate.



O Graf Spee não retoma a luta e ruma a Montevideu onde entra para reparar as avarias e enterrar os seus 36 mortos. A sorte estava traçada para o corsário alemão. A esquadra britânica vinha em peso com cinco porta-aviões, quatro couraçados e 11 cruzadores, dos quais dois eram franceses. Qualquer que fosse o prazo concedido pelo governo uruguaio para reparações, o Graf Spee teria que sair com falta de munições e desguarnecido de pessoal combatente. O Ajax e o Achiles permaneciam ao largo enquanto davam a entender que o porta-aviões Ark Royal e alguns couraçados estavam muito próximos. Não estavam, mas acabariam por chegar. Langsdorff cometeu o erro de enfrentar o inimigo de frente a tão grande distância das suas bases.



Depois de terem perdido o primeiro navio mercante, ao largo de Pernambuco, os britânicos organizaram oito grupos de caça contra o Graf Spee, mobilizando para o efeito quatro porta-aviões, três cruzadores de batalha, dez cruzadores com peças de 203 mm e seis com torres de 150 mm.



Langsdorff, sem alternativa de combate por quase não dispor de munições para a sua artilharia principal, ordena a saída do Graf Spee” e o auto-afundamento com a colocação de cargas de demolição no interior do seu bojo. A operação foi precipitada, pelo que o Graf Spee mergulhou três metros no estuário pouco profundo do Rio de La Plata, ficando parte das superstruturas e mastros fora de água. Os serviços de informação britânicos puderam aproximar-se do navio semi-destruído e observar cuidadosamente uma antena em forma de cabeceira de cama, situada por cima do director de tiro principal.



O engenheiro L. Bainbridge Bell, um dos mais importantes especialistas ingleses de radar, embarcou rapidamente para aquele estuário sul-americano e conseguiu trepar nos destroços do navio até à antena, desmontá-la e trazê-la para Inglaterra. O Almirantado britânico foi informado que se tratava efectivamente de uma antena de radar e que teria sido instalada em 1938, pelo menos.
Quando o Graf Spee navegou próximo das costas espanholas durante a guerra civil já era visível a sua presença, só que coberta por lonas. Tratava-se da antena do “Seetakt” de 375 megaciclos e 80 cm de comprimento de onda. O seu alcance de precisão de tiro era nove milhas apenas e maior para observação de navios e, provavelmente, também de aeronaves.



Nas bases terrestres, os alemães tinha um radar de aviso preliminar aéreo, o “Freya”, que tinha um alcance máximo de 75 milhas, sendo inferior ao homólogo britânico, o “China Home” que avisava a presença de aviões inimigos a 200 milhas de distância. O radar alemão “Freya” era insuficiente para a defesa territorial, pois quando os ingleses iniciaram os bombardeamentos das cidades alemãs, antes da batalha de Inglaterra, ou seja, a partir do dia 14 de Maio de 1940, conseguiram em quinze dias fazer 1700 surtidas nocturnas com a perda de apenas trinta e nove bombardeiros. Isto, antes da “Luftwaffe” ter começado a bombardear cidades inglesas.



O “Freya” não distinguia os bombardeiros inimigos dos caças alemães durante os combates aéreos nocturnos. Só o radar “Würzburg” da Telefunken, instalado em fins de 1940, é que fazia a distinção por aeronave, guiando os projectores luminosos mestres até os caças nocturnos estarem próximos. Um ano depois, os alemães instalaram os primeiros radares de avião “Lichtenstein” nos Junkers 88 e no caça nocturno bimotor Messerschmidt Bf 110.



Quando da destruição do Graf Spee, a “Royal Navy” possuía somente o radar tipo 79Y instalado no cruzador Sheffield de 11.000 toneladas. Era ainda um aparelho mais primitivo que o alemão, pois funcionava num comprimento de onda demasiado grande, 7 metros, e numa frequência de 15-20 KW. Este radar funcionava mal nos navios, mas em terra com antenas gigantescas formava um excelente sistema de aviso aéreo. No fim de 1940, os ingleses instalaram no cruzador antiaéreo Dido um radar melhor, mas ainda a funcionar num comprimento de onda de 3 ½ – 4 metros. Em 1941, já tinham um radar de 1,5 metros, ainda inferior ao “Seetakt” de 80 cm, mas com a transferência para Inglaterra do magnetrão de ressonância, inventado pela Philips na Holanda, conseguiram um radar verdadeiramente superior ao alemão, funcionando num comprimento de onda de 10 cm, o famoso Tipo 271 que foi sendo desenvolvido até dar o 273 de 3 cm. Os alemães, por sua vez, só depois de apanharem um magnetrão intacto é que desenvolveram um notável radar de 9 cm, mas isso já foi por volta de 1944, quando pouco tinham em termos de meios aéreos defensivos ou ofensivos.



O radar foi como que desenvolvido separadamente por ingleses e alemães nos anos trinta a partir de um invento do alemão Christian Hülsmeyer, patenteado em 1904, com o nome “Telemobiloscope” que passou despercebido por então ainda não se entender bem o funcionamento dos feixes de raios electromagnéticos. Depois foi reinventado pelo Dr. Rudolph Kühnoldt que pretendia realizar um emissor e detector de ondas sonoras submarinas, o que depois veio a ser o Sonar. Nessa altura, em 1933, ocorreu a Kühnoldt que o mesmo tipo de propagação poderia verificar-se na atmosfera com as ondas de rádio. E assim, ignorando a patente de Hülsmeyer, Kühnoldt tentou realizar um aparelho que trabalhava numa frequência de 2.000 megaciclos, mas só depois de a Philips começar a produzir válvulas de 70 watts, em 1934, é que lhe foi possível construir o primeiro “DT-Gerät”, como lhe chamou de “Dezimeter Telegraphie”. O nome destinava-se a ser confundido com os aparelhos então em uso pelos correios alemães. Na primeira exibição do aparelho, o físico alemão teve a sorte de por acaso passar em frente um hidroavião cuja presença foi perfeitamente vista no tubo de raios catódicos. Os oficiais alemães presentes ficaram entusiasmados e imediatamente foi constituída a companhia “Gemma” altamente subsidiada pelo Estado para desenvolver e fabricar o aparelho.



O radar não teve, apesar das aparências, um peso estratégico e táctico verdadeiramente revolucionários durante a II. Guerra Mundial; mais importante foi, sem dúvida, a aviação em geral, ou antes o motor de explosão interna de mil e mais cavalos de potência. Esse motor permitiu desenvolver toda a aviação de caça e bombardeamento, embarcada ou terrestre, a partir da segunda metade da década de trinta com uma verdadeira explosão evolutiva durante o conflito.



Os aviões de combate revolucionaram toda a táctica e estratégia naval e, de algum modo, tornaram obsoletas as grandes peças de artilharia embarcadas. O combate naval passou a travar-se para além da linha do horizonte. Alemães e italianos nunca chegaram a embarcar aeronaves de combate, enquanto ingleses, norte-americanos e japoneses fizeram disso as suas verdadeiras pontas de lança.



Os alemães não aspiravam ao domínio marítimo como na guerra anterior, daí terem iniciado o conflito com uma esquadra minúscula em termos comparativos. Apostaram logo de início na arma submarina, mas com uma quantidade ínfima de barcos, ao todo 57 unidades, das quais 25 costeiras (Tipo II A a D de 250 a 309 toneladas de deslocamento) e apenas 32 oceânicos (Tipo VIIA e B de 616 a 741 toneladas). Assim, no Atlântico os alemães não conseguiam então ter mais de 7 unidades operacionais destinadas quanto muito a infligir umas picadas de alfinete nas gigantescas armadas e marinhas mercantes franco-britânicas.





publicado por DD às 18:51
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11 comentários:
De Dieter Dellinger a 14 de Dezembro de 2005 às 23:10
Não percebo bem esse problema com a língua portuguesa.
Eu orgulho-me particularmente de escrever bastante bem a língua portuguesa; o suficiente para ter sido jornalista em vários jornais portugueses e na Revista de Marinha onde publiquei toda esta história da guerra naval, apesar da minha origem alemã e de ter sido correspondente de uma agência noticiosa alemã. E, além disso, publiquei alguns livros em português.
Não me sinto nada diminuído por escrever em português, além de em outras línguas.
O português é uma língua rica em vocábulos, mais que a alemã, com uma gramática menos complexa.
A riqueza vocabular portuguesa é tal que permite a muitos sábios ou conhecedores de algum assunto em profundidade escrever e falar de tal modo que ninguem percebe, ou quase ninguém. E não só no aspecto do grande saber como igualmente nas falas populares quanto a nomes de alimentos, instrumentos de trabalho, plantas, etc. É pois uma língua muito rica que facilita a entrada noutras línguas como o castelhano, o italiano e até o francês, para não falar no latim.
Quem sabe bem português está à vontade em metade da Europa.


De andre a 1 de Novembro de 2005 às 18:38
fantástica a tua pesquisa histórica...no entanto acho que neste rápido mundo da fast internet, ao publicares textos muito longos, desanimas os leitores...mas mesmo assim óptimo trabalho!
Visita-me em: eunublog.blogs.sapo.pt


De Nilton Quaglioz a 10 de Julho de 2011 às 02:19
Discordo veemente que na internet deva-se disertar em textos curtos. Textos longos se aplicam muito bem e ainda permite que sefaça indices remessivos através de links o que permite melhor explicar e melhor entender (para quem lê) uma idéia que o escritor deseja passar. Textos longos não são monotonos quando bem direcionados, ao contrário são excitantes e expressam melhor uma idéia.


Só UM POR CENTO (1%) dos Portugueses LÊ LIVROS! Um (1) em cada Cem (100)!! Porquê?

Em Portugal, o “VALE A PENA” NÃO VALE A PENA.

? Porquê?

RESPOSTA: “O Gajo disse-me: É útil a gente ler. “VÁ! LÊ A PENA!””.

Ai o Aldrabão!!?

Toda a gente sabe que a PENA É PARA ESCREVER!

e quem me ensinou foi a Professora, que repetiu assim:

“A Pena é para escrever e tem que estar ComTIN. TÁ Burro?!”

Ou seja. Se ela estiver sem “comTIM” a Pena nem para escrever serve. Quanto mais para lê-la!!

NOTA: Vê-se logo que a Professora dele não sabe o que é o Feedback. Tem a quem sair. Às Universidades. Que são Sistemas Fechados a funcionar em Malha Aberta (Aquecedores antigos a Varetas). E devia SER AO CONTRÁRIO (Aquecedores Modernos com Termoestato. E AINDA COM Sensores nas Saídas/Entradas de Ar (Controlo por Antecipação)).

CONCLUSÃO:

ACABEM COM A LÍNGUA PORTUGUESA. É A MÃE DE TODOS OS MALES EM PORTUGAL E, ORIGINA COITADINHOS

(sejam ENGENHEIROS ou sejam NÃO-Engenheiros)

Agora já sabem porque é que só 1% (um por cento. Repito: Um por cento) dos Portugueses é que LÊ LIVROS.

E isto era o que os Doutores e Doutoras Portugueses sabiam mas não sabiam PORQUÊ!! CoitadINHOS! (deve ser por isso que não gostam do MOU…… do Chelsea). Mas gostam do Marcelo Rebelo de Sousa, QUE FALA MUITO RÁPIDO, e assim, só 5% (cinco por cento) dos que o ouvem é que percebem o que ele disse. O RESTO NÃO. Limitam-se a dizer que “FÁ LaVem”.

Mudem para o Inglês.

NOTA FINAL:

? E sabem porque é que só 1% (um por cento. Repito: Um por cento) dos Portugueses é que GOSTA DE MÁ-TEMÁTICA?

RESPOSTA: Porque SÃO BURROS. Os outros 99% não! Não gostam de perder tempo com MÁS TEMÁTICAS.

ÚLTIMA HORA SÓ PARA OS PUTOS: Perguntem à vossa AVÓ o que é que acontecerá à SOPA se ela a fizer com os MELHORES INGREDIENTES do Mundo e em que a ÁGUA, usada para o CALDO, esteja muito radioactiva, e tenha vindo, por exemplo, da Fossa. Eu acho, pela aplicação da Função Matemática SENSATEZ, que NEM VALE A PENA pensar em começar a fazer a Sopa. Mais vale comer os Ingredientes Crus!


José da Silva Maurício

mauricio_102@sapo.pt

Directamente da Cidade de Mesquita Machado 32 - 36 (ex-Cidade de Braga)








De Bernardo Legion a 9 de Novembro de 2008 às 04:52
"Assim, no Atlântico os alemães não conseguiam então ter mais de 7 unidades operacionais destinadas quanto muito a infligir umas picadas de alfinete nas gigantescas armadas e marinhas mercantes franco-britânicas. "


Discordo amigo! A marinha britânica sempre foi superior durante toda a guerra, é verdade, mas os danos causados a navios mercantes e à esquadra britânica não foram tão despresíveis assim, da forma como você coloca. Te digo, a Alemanha apenas se precipitou na guerra do Atlântico. Caso contrário, a teria vencido, sem dúvidas!


De DD a 15 de Dezembro de 2008 às 21:35
Estava-me a referir ao início da guerra e não à fase posterior em que a arma submarina alemã provocou importantes estragos aos comboios mercantes que atravessaram o Atlântico e chegou quase a afundar mais navios que aquilo que os aliados podiam construir. Mas, depois, subitamente com a aviação embarcada em porta-aviões de escolta e algumas tácticas melhoradas, os submarinos de Doenitz acabaram por perder a guerra.
Isso tudo está aí descrito na Batalha do Atlântico.
E obrigado pelo comentário generoso que só hoje vi.
Cumprimentos
Dieter


De ilton a 5 de Abril de 2009 às 05:29
olá! quanto a guerra naval do Atlantico, vale lembrar ainda que o que definiu o resultado final das batalhas seja a descoberta de equipamentos secretos de mensagens criptografadas chamadas Enigma. Moro perto do naufragio do Graf Spee e qualquer dia irei visitálo no Uruguay! Té a próxima!


De DD a 8 de Abril de 2009 às 11:35
Obrigado pelo seu comentário.
Se visitar o local em que está o Graf Spee e tirar fotografias, agradeço que as envie com agum comentário, pois posso colocálo na Revista de Marinha.
Um Abraço
Dieter


De Geraldo Dalla Nora a 13 de Novembro de 2010 às 19:07
Por acaso encontrei estes dados sobre o navio Graf Spee, e me veio a lembrança uma história quase esquecida sobre uma peça que tenho guardada a muitos anos deixada por um vizinho alemão que já faleceu, esta peça segundo ele pertenceu ao tal navio de guerra Graf Spee que teria sido afundado nas cercanias de Punta del Este Uruguai, gostaria de saber como fazer para verificar a autenticidade da mesma, a descrição deste objéto é mais ou menos assim: é de bronze ou metal amarelo, mede 35 centimetros de altura ou comprimento, tem 8 centimetros de diametro, tem uas especies de valvulas e tambem peças que a ferrugen não deixa identificar, me informaram que seria uma buzina de alarme ou apito ou algo semelhante, a minha curiosidade seria para saber se realmente pertenceu ao dito navio Graf Spee.


De DD a 13 de Novembro de 2010 às 21:37
Na verdade não sou muito versado em todas as peças de um navio, mas poderia ser também um aerofone se tem o aspecto de uma buzina ou cone. Os aerofones colocados no cimo de mastros destinavam-se a ampliar o ruído dos motores dos aviões antes de serem vistos ou ouvidos pela guarnição de modo a evitar ataques de surpresa.
Na linda e antiga Fortaleza de Cascais, perto de Lisboa, estiveram em exposição no jardim fronteiro vários aerofones e material antiaéreo desactivado para conhecimento histórico. Foi aí que os vi pela primeira vez, pois não se usam desde o fim da II. Guerra Mundial.


De Geraldo Dalla Nora a 8 de Dezembro de 2010 às 17:27
Agradeço ao DD pelas informações, mas pelo que parece esta peça seria um apito de alarme, infelizmente a pessoa que me deixou este objeto já faleceu , e quando vivo não tinha me interressado perguntar detalhes sobre a história do objeto. Oque gostaria de saber é se de fato pertenceu ao navio Graf Spee. O nome da pessoa que me deixou a peça era ERWIN ANUSCHEK era farmaceutico em nossa cidade de Frederico Westphalen, norte do RGS, faleceu a mais ou menos 25 anos, e seus filhos(2) foram para outr região perdemos contato, ele era alemão,não sei a data que veio ao Brasil mas em 1943 ja residia em nossa então vila, e sabemos que todo restante de seus parente ficou na Alemanha e só anos depois veio um sobrinho que era ex combatente (pela alemanha) eresidiam em Palmeira das Missões RGS onde eram ligados ao Aero Clube e inclusive um filho deste sobrinho foi campeão brasileiro de vôo a vela econstruiram varios planadores sendo conhecidos nos meios dos clubes de planadores do Brasil e tambem na Argentina, mas por incrivel que pareça os dois faleceram a pouco mais de dois meses, o pai com cerca de 90 anos de morte natural e o filho (49 anos) 15 dias depois de enfarto fuminante. então a história termina aqui pois só restou a esposa viuva e tres filhas. Gracias!


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