Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"
Sábado, 8 de Outubro de 2005
Scapa Flow - O Cemitério de uma Gigantesca Armada
Hindenburg afundado em SF.bmp



Cruzador de Batalha Hindenburg com a quilha assente no fundo em Scapa Flow





O fim do orgulhoso Império Germânico chegara com as duras condições do Armistício primeiro e da Conferência de Versalhes depois. O Artigo 23 do Acordo de Armistício determinava o desarmamento e internamento em portos neutros de todos os navios de guerra alemães a designar pelos Aliados. Foram assim designados os mais modernos 6 cruzadores-couraçados, 10 couraçados, 8 cruzadores ligeiros e 50 destroyeres, além da totalidade dos cerca de 150 submarinos que deveriam render-se imediatamente e dirigir-se a portos britânicos. Contudo, os países neutros como a Dinamarca, Suécia, Noruega e Holanda foram sujeitos a pressões para não aceitarem os navios alemães, pelo que a Entente decidiu que os mesmos deveriam ser desarmados em Scapa Flow, a grande baía nas ilhas Orcadas ao norte da Grã-Bretanha. Local para onde grande parte da "Royal Navy" se tinha refugiado durante o longo conflito que então terminara.



Nos estaleiros alemães ficaram alguns dos melhores navios de guerra que alguma vez foram planeados. Dadas as dificuldades de abastecimento, a marinha alemã só incorporou dois couraçados ultramodernos durante a guerra, o Bayern e o Baden de 31.690 toneladas de deslocamento máximo e 21 nós de velocidade. Eram navios armados com 8 peças de 380 mm como artilharia principal, o que resolvia em parte o desequilíbrio entre os canhões alemães e os britânicos, quase todos de 381 mm, excepto no cruzador de batalha ligeiro Furious em que a artilharia principal atingiu o extraordinário calibre de 457 mm, se bem que limitado a duas peças apenas. Este navio acabou por ser convertido em porta-aviões.
A marinha alemã ainda conseguiu incorporar um cruzador de batalha durante a guerra, o Hindenburg de 31.000 toneladas de deslocamento máximo, armado com 8 peças de 305 e protegido com uma blindagem igual à do Seydlitz que tão boas provas deu na batalha da Jutlândia. Fazia 28,5 nós e quando foi levantado pelos ingleses do fundo da baía de Scapa Flow, em 1930, ainda apresentava aspectos extremamente inovadores no campo da construção naval e armamento.



A flutuar, mas ainda por completar, ficaram os dois cruzadores de batalha alemães, o Sachsen e o Würtemberg, de ca. 31.000 Toneladas de deslocamento, armados com 8 peças de 380 mm. O Sachsen foi o primeiro grande navio de combate a receber um motor diesel com o qual podia fazer 2 mil milhas a 12 nós sem acender as fornalhas mistas dos dois grupos de turbinas Schulz-Thornycroft. O conjunto das máquinas accionava assim três veios e hélices. Tal como nos dois navios da classe Bayern, cada uma das torres estava equipada com gigantescos telémetros de 26,9 pés.



Também por acabar ficaram os três cruzadores de batalha da classe Mackensen de 35.000 a 36.000 toneladas de deslocamento máximo, armados com 8 peças de 350 mm e capazes de fazerem 28 nós. Na calha ficou o primeiro dos gigantescos cruzadores de batalha da classe Ersatz Yorck que deveriam atingir um deslocamento máximo de 38.500 toneladas e serem armados com 8 peças de 380 mm.



O almirante Von Hiper, comandante-em-chefe da esquadra alemã, recebeu a 18 de Novembro de 1918 a ordem para enviar os navios designados para "Firth of Forth" sob o comando de um almirante que acabou por ser o vice-almirante von Reuter. Este teve que negociar com os verdadeiros comandos dos navios, os "conselhos de marinheiros e soldados" no sentido de à saída dos portos serem arriadas as bandeiras vermelhas e içados os pavilhões alemães, a fim de os navios não serem considerados piratas e, como tal, aprisionados pelos britânicos que desejam profundamente apoderarem-se dos mesmos.



Depois de longas negociações foi tudo resolvido, os marinheiros aceitaram o comando dos oficiais e as condições impostas pelos ingleses que previam a redução das guarnições ao mínimo de elementos necessários para assegurar a guarda dos navios.
Os navios navegariam sem munições e só com o combustível necessário para a viagem de ida e chegaram a 21 de Novembro à imensa baía de Firth-of-Forth, sendo conduzidos por navios ingleses aos respectivos fundeadouros. Os ingleses ficaram muito desanimados com o estado em que estavam os navios. Acreditaram na sua arrogante ingenuidade que os alemães lhe iriam entregar a esquadra pintada de novo com as guarnições formadas nos tombadilhos e vestidas a rigor. Nada disso, a manutenção estava limitada ao equipamento motriz e as guarnições obedeciam duplamente ao comando do Von Reuter e ao "Conselho Superior dos Marinheiros da Esquadra".



O grosso da "Royal Navy" estava por perto e as guarnições dos respectivos navios gritavam os urras da vitória à passagem daquela esquadra que se entregava sem ser vencida porque, no fundo, era um contra-senso à geografia. A Alemanha não era geograficamente uma potência marítima, não possuía uma longa costa nem espaços insulares onde uma forte força naval encontrasse bases suficientes antes de ser derrotada em combate. As saídas da Alemanha para o mar eram facilmente bloqueáveis por forças menores e qualquer rota segura teria que ser conseguida à custa da prévia destruição do poder marítimo da Grã-Bretanha e seus aliados, o que se revelou tarefa impossível de ser alcançada.



A alta burguesia alemã convenceu-se depois que resultou tudo da insubordinação comunista, pelo que nada aprendeu e voltou 21 anos depois a repetir os mesmos erros de uma forma ainda mais dramática.



A rada de Firth-of-Forth não tinha condições para abrigar a esquadra alemã contra as tempestades do Leste. Os ingleses sabiam-no bem, já que o seu objectivo era criar as condições para juntar os navios alemães bem no interior da baía de Scapa Flow de onde nunca poderiam sair mais, a não ser sob o pavilhão britânico.



As guarnições dos couraçados foram limitadas a 175 homens, dos cruzadores de batalha a 200, dos cruzadores ligeiros a 60 e dos contra-torpedeiros a 20. Números que impossibilitava a própria navegação. O pessoal excedente foi evacuado em Dezembro de 1918 para a Alemanha.



Seis meses esteve o grosso da esquadra alemã de alto mar ancorada em Scapa Flow, sofrendo por imposição britânica nova redução de efectivos, 50 homens para os couraçados, 75 para os cruzadores de batalha e 20 para os cruzadores ligeiros.
Von Reuter, como escreveu no seu livro, já tinha tomado a resolução de provocar o afundamento da esquadra antes de conhecer pelos jornais o clausulado do Tratado de Paz entre a Alemanha e os Aliados que previa a entrega dos navios alemães intactos. Além disso, julgou saber que o Almirantado britânico tencionava apoderar-se da esquadra alemã no dia em que o Tratado fosse assinado. De imediato, Von Reuter emitiu uma ordem aos comandos dos diferentes navios para afundarem os seus navios logo que vislumbrassem qualquer tentativa inglesa de ocupação dos navios.



Os últimos homens das guarnições excedentárias foram embarcadas a 17 de Junho de 1919, dia em que Von Reuter fez transmitir pelo seu Estado-Maior a Ordem P.39 que determinava a tomada imediata de disposições para provocar o afundamento de todos os navios alemães fundeados em Scapa Flow. A ordem de afundamento será dada sob a forma de sinais que deveriam transmitir a seguinte frase: "A todos os Comandantes e ao Comandante Superior dos Torpedeiros. Parágrafo 11. Execução. O Comandante da Esquadra Internada".



Todo o processo de afundamento estava reservado aos oficiais, nada tendo sido comunicado aos marinheiros e graduados inferiores por se admitir que tentassem impedir o evento. Alguns sargentos suspeitaram do que se estava a preparar, mas acabaram por guardar segredo. A 21 de Junho, Von Reuter deu pelas 10 horas da manhã a ordem definitiva para o afundamento das unidades sob o seu comando. O governo alemão ainda tinha tentado negociar financeiramente a cedência da esquadra internada em Scapa Flow e mais navios disponíveis na Alemanha, o que foi recusado pelos britânicos que exigiam a entrega dos navios alemães sem condições.



As válvulas de alagamento e as portas dos tubos lança-torpedos foram abertas em simultâneo, começando os navios lentamente a afundarem-se sob um sol radioso de Junho ao mesmo tempo que os sinos dos navios badalavam a ordem de abandono daquilo que foi o orgulho da classe dirigente alemã. Os ingleses ao verem os navios afundarem-se perderam a cabeça e desataram a disparar sobre as guarnições que se recolhiam nos escaleres de bordo com bandeiras brancas içadas. E enquanto os ingleses disparavam e faziam vir os seus couraçados para o local em que estavam os navios alemães, estes afundavam-se, voltando-se muitos deles.



Os melhores navios como o Bayern, o Seydlitz, o Grosser Kurfürst e outros mostravam, já a meio da tarde, as suas querenas vermelhas a brilharem ao sol.



Von Reuter tinha-se, entretanto, deslocado a terra para contactar o almirante inglês e pedir que ordenasse um cessar-fogo sobre os seus indefesos marinheiros. Foi acusado de traição e preso, ao que Reuter respondeu que se limitava a cumprir o regulamento geral da marinha alemã que obrigava a afundar os navios em caso de guerra quando estivessem na iminência de serem ocupados pelo inimigo.



O prazo definido pelo Armistício com a prorrogação prevista por mais cinco dias como de cessação de fogo tinha terminado às zero horas do dia 21 e ainda não tinha entrado em vigor o Tratado de Paz ou de Versalhes, pelo que juridicamente a ordem de afundamento deveria ser dada. Claro que Von Reuter desconhecia o alargamento do prazo até ao dia 24 e que nessa data seria assinado o Tratado de Paz.



Os ingleses não compreendiam a tendência dos alemães de então para encontrarem soluções jurídicas para tudo o que fizessem. Por isso, não informaram do acordo secreto de prorrogação da vigência do Armistício e mataram 10 homens e feriram 16, entre eles, o capitão-tenente Schumann, comandante do couraçado Markgraf. O governo alemão também não se deu ao trabalho de informar devidamente o almirante alemão.
O vice-almirante Von Reuter e as guarnições da esquadra afundada foram presas e retidas em campos de concentração por uns sete meses, mas não foram julgados. Von Reuter chamou a si toda a responsabilidade da ordem de afundamento, escrevendo aos governantes e à imprensa que só ele tinha dado essa ordem e que a não recebera do Governo ou do Almirantado alemão.



Posteriormente, Von Reuter ainda escreveu que os pacifistas de todo o mundo deveriam estar-lhe agradecido pois colocou fora de acção um grande número de máquinas de morte. Por outro lado, ainda referiu que também para os militaristas ingleses a solução foi boa, já que teriam que dividir os navios alemães com os seus aliados. Os franceses e japoneses, principalmente, iriam dizer que os britânicos já dispunham de um número muito elevado de navios capitais para se apoderarem dos congéneres alemães. Assim, grande parte daquela excelente esquadra iria certamente parar a mãos não inglesas. Até Portugal teria direito a parte do espólio; alguns cruzadores e contratorpedeiros certamente.
A guerra terminara e com a Paz começou o "calvário" de centenas de navios de guerra. Os vencidos alemães e austríacos foram obrigados a ceder quase tudo o que navegava nas suas marinhas. A Áustria perdeu mesmo qualquer razão para ter marinha, já que deixou de ter uma costa marítima no Adriático.



Os ingleses, financeiramente destroçados, tiveram de abandonar a ideia do domínio exclusivo dos mares e foram obrigados a mandar para a sucata um número imenso de navios após a assinatura do Tratado de Washington, a 6 de Fevereiro de 1922, que limitava as forças navais na base da proporção 5 – 5 – 3 – 1,75 – 1,75, em termos de tonelagem, entre as marinhas britânica, americana, japonesa, francesa e italiana, enquanto limitava também certos tipos de navios como os cruzadores que não podiam ultrapassar as 10.000 toneladas e as peças teriam um calibre máximo de 203 mm.
O Tratado de Washington acabou por ser também uma espécie de “Scapa Flow” britânico.
No fim da guerra, a "Royal Navy" dispunha de 41 grandes couraçados e cruzadores de batalha modernos pós"Dreadnought" além de centenas de cruzadores e contratorpedeiros.
A partir de 1921, os britânicos mandaram para a sucata o couraçado Dreadnought de 1906, três da classe seguinte Bellerophon de 1909, seguidos dos dois St. Vicent de 1909/10, dois Invincible de 1908/9, um Neptun de 1911, dois Colossus de 1911, dois Indefatigable de 1911, quatro Orion de 1912, dois cruzadores de batalha da classe Lion de 1912, mais dois couraçados da classe King George V de 1913 e três Iron Duke de 1914, o gigantesco Tiger de 1914 e os Agincourt e o Erin, ambos de 1914 e devolveram o Canada ao Chile.



Além disso, desmantelaram os oito couraçados pré-dreadnought da classe Majestic, os quatro da classe Canopus, o exemplar que restava da classe Formidable, os quatro da classe London mais os três Duncan, os seis King Edward VII, um Swiftsure e dois Lord Nelson.



No activo ficaram os navios de linha a partir da classe Iron Duke com apenas uma unidade desta classe, desmantelando três outras e as restantes classes mais modernas.
Quer dizer, o Tratado de Washington obrigou o todo poderoso Império Britânico a destruir mais navios ingleses que os que os alemães perderam em Scapa Flow. As três potências aliadas, EUA, França e Japão, não aceitaram a ideia de um desequilíbrio de forças a favor dos britânicos.



O Tratado de Washington não previa a venda de navios importantes a outras nações, só pequenas unidades. Os ingleses pensaram mesmo em entregar um ou dois navios capitais a Portugal na condição de os devolver em caso de guerra. Claro, não tinha sentido a proposta. Portugal teria dificuldades em arcar com a manutenção e guarnição e ficaria sem eles no preciso momento que podia ter mais necessidade.



Também a Grã-Bretanha teve de cancelar uma série de gigantescos navios em construção nos seus estaleiros. Da Classe Hood que deveria ser de quatro unidades só foi completada a primeira, o gigante Hood de 45.200t armado 8 peças de 381 mm e 20 de outros calibres e com uma incrível cintura blindada de 380 mm, o que não o impediu de ser destruído em segundos por uma única salva de tiros do Bismarck na II. Guerra Mundial.



Os britânicos ficaram apenas com 17 navios capitais, tantos como os dos EUA.



Da "I Guerra Mundial" saiu o gigantismo naval, cujo expoente máximo foi precisamente o Hood.



O porta-aviões foi uma das novidades saída do conflito, apesar de não ter chegado a ser utilizado na guerra de 14-18 dada a insipiência da aviação, mas que se adivinhava um grande futuro com o desenvolvimento dos meios aéreos.



O submarino do fim de guerra pouco tinha a ver com os que existiam quatro anos antes, tanto em termos de tonelagem como de eficiência dos motores diesel e eléctricos utilizados. De resto, registou-se um aperfeiçoamento e aumento dimensional de toda a classe de navios. O Asdic, aparelho de detecção de sons submarinos, antecessor do Sonar, fez igualmente o seu aparecimento no fim da I. Guerra, bem como as bombas de profundidade. Enfim, tudo ficou preparado para que, infelizmente, outro conflito pudesse ser desencadeado 21 anos depois, antecedida por nova corrida aos armamentos navais, e não só, iniciada uns escassos 15 anos após o fim a I. Grande tragédia mundial do Século. De pouco ou nada serviu de lição a I. Guerra Mundial; os erros repetiram-se quase que textualmente com um pouco mais de técnica apenas.



Os aliados não quiseram ganhar a Alemanha para uma Paz verdadeira, apenas se preocuparam em Versalhes em conseguir a maior humilhação possível do povo alemão. Custou a toda a Europa e ao Mundo muita cara essa vontade de humilhar um povo, pois acabou por ser o prelúdio da ascensão de Hitler ao poder e da II. Guerra Mundial.



E repare-se que o grande poder norte-americano de ho0je tem tudo a ver com a forma como mantiveram as alianças da II. Guerra e as acrescentaram com as nações vencidas como o Japão e a Alemanha.

Mas, algo deixa o observador de hoje verdadeiramente espantado. Como foi possível encontrar os meios financeiros para construir e manter esquadras tão gigantescas, principalmente a inglesa, logo seguida da alemã, isto numa época é que os impostos sobre os rendimentos pessoais não estavam vulgarizados nem havia IVA. As alfândegas proporcionavam uma grande parte dos rendimentos do Estado com os impostos sobre a propriedade e sobre alguns bens como tabacos, bebidas, etc.



Qualquer das Armadas britânica e alemã tinham custado mais que o PIB de cada uma das duas nações. Para quê?



Fundamentalmente, os estados gastavam menos que hoje, em pleno Século XXI, pois os salários operários eram muito mais baixos, mesmo os dos bons mecânicos, serralheiros, electricistas, etc. e não existiam ainda as obrigações sociais do Estado. Praticamente não se pagavam reformas, nem subsídios de desemprego, as viúvas e órfãos de guerra pouco ou nada recebiam, a escolaridade era baixa, a justiça e a assistência era quase só para os mais ricos. Enfim, a exploração do proletariado permitiu aos estados delapidarem fortunas colossais em “dinossáuricas” máquinas de guerra e depois matarem milhões nas trincheiras e no mar.



De resto, a indústria metalo-mecânica desenvolveu-se muito no Século XIX para construir os caminhos-de-ferro e máquinas industriais. Completada a obra com pontes e viadutos sobreveio a crise. Não havia ainda indústria de electrodomésticos, automóveis e muitos outros bens de consumo. A Guerra foi a saída para a crise económica de 1905 que se prolongou nuns países mais que noutros.



As famílias dispunham também de muitos filhos para o sacrifício ritual ao serviço desse deus mais sedento de sangue que o dos azetecas chamado Pátria.



A espécie humana é aparentemente é uma espécie condenada a liquidar-se totalmente. Ou mata-se a si mesmo ou mata o seu hospedeiro, o pequeno planeta Terra.





Recuperação dos Navios Afundados em Scapa Flow

Um rico sucateiro britânico, Ernest Cox, adquiriu em 1922 uma doca flutuante com a intenção de a desmantelar para sucata, mas mudou de ideia. Lembrou-se que aquilo poderia servir para transportar cascos postos a flutuar com ar comprimido dos navios alemães afundados em Scapa Flow e não só.
Cox era um verdadeiro empreendedor e conseguiu comprar ao governo britânico toda a frota alemã que enferrujava no fundo de Scapa Flow.
Começou a trabalhar em 1924 e em oito anos de intenso trabalho conseguiu levantar dois couraçados, quatro cruzadores de batalha, um cruzador ligeiro e 25 contra-torpedeiros, sempre pelo método de injectar ar comprimido nos respectivos casos e conseguir que viessem à superfície mesmo voltado. Depois fazia entrar esses cascos na doca seca flutuante para serem desmantelados e irem como sucata para os altos-fornos das siderurgias britânicas. Mas, ainda ficaram em Scapa Flow vários navios alemães e outros afundados na II. Guerra Mundial por submarinos alemães. Servem de atracção turística para mergulhadores que têm assim ao seu alcance navios afundados em água calmas e pouco profundas, podendo exercitar-se para a descoberta de verdadeiras relíquias e preciosidades náuticas afundadas em todos os mares do Planeta.
O primeiro navio levou dez dias a ser içado mas depois diziam os jornais da época que ele pescava navios como quem pesca peixes à linha.
Apesar da perícia e capacidade dos engenheiros, mergulhadores e trabalhadores da Cox & Danks Ltd de Oldury o negócio acabou por não ser rentável. Ernst Cox perdeu mais de dez mil libras no empreendimento, mas os seus negócios em terra eram suficientes para cobrir o prejuízo e a notoriedade conseguida deu uma grande projecção à sua empresa.







publicado por DD às 19:48
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