Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006
A Guerra no Mediterrâneo - Batalha de Matapan
Vittorio_Veneto.jpg



Couraçado italiano Vittorio Veneto


Deslocava 45.029 t e armava 9 poderosas peças de 381 mm, 12 de 152 mm, 4 de 120 mm, 12 de 90 mm AA, 20 de 37 mm AA e 16 de 20 mm AA.




A arma aérea alemã no Mediterrâneo foi eficaz, mas os seus aviões careciam de raio de acção. Os seus primeiros êxitos levaram mais uma vez o pobre almirante Iachino ao engano e julgar que os britânicos só tinham um couraçado operacional em Alexandria. Por isso, resolveu sair para o mar com o couraçado Vitorio Venneto e duas formações de cruzadores, além de flotilhas de contratorpedeiros. Rumaram ao Sul da Ilha de Creta com o objectivo de cortarem as comunicações marítimas entre Alexandria e a Grécia para facilitar a tarefa das forças invasoras alemãs.



Os britânicos conheciam os movimentos dos italianos através do seu serviço de decifragem em Londres, pelo que Cunnigham faz sair as suas forças de Alexandria, tanto mais que sabia que os “Stukas” não chegariam àquela zona. Iachino enviou um hidro de reconhecimento que detectou só a presença de quatro cruzadores e quatro contratorpedeiros britânicos. O almirante italiano julgou tratar-se da escolta avançada de um comboio de navios com munições e tropas inglesas para a Grécia. Daí ter enviado três cruzadores pesados e outros tantos contratorpedeiros para combater a formação inimiga.
Sob o comando do almirante Pridham-Wippel, a força britânica ao ser confrontada com navios superiores fez uma rápida meia-volta e a vinte e oito nós levou os italianos para os canhões dos couraçados de Cunnigham. Os italianos começaram o tiroteio com as suas peças de 203 mm, contra os quais os canhões de 151 mm dos cruzadores britânicos não tinham capacidade de resposta, mas Cunnigham continuou a manter os seus cruzadores ligeiros como isco, sem enviar em seu socorro os aviões do Formidable já a navegar em pleno Mediterrâneo Oriental.



Iachino ao ser informado que não havia navios de transporte, reconheceu que caíra numa ratoeira e ordena a retirada dos seus cruzadores. A situação inverteu-se, os britânicos passaram de perseguidos a perseguidores até serem confrontados com a desagradável surpresa de se verem sob o alcance das peças de 381 mm do Vittorio Veneto a mais de 42 quilómetros de distância. Antes de fazerem uma nova e súbita meia-volta, o cruzador Orion é atingido. Cunnigham cerrava os punhos; os seus couraçados Barham e Warspite não estavam em boas condições. À falta de melhor, enviou seis aviões torpedeiros “Albacore” escoltados por dois caças “Fulmar”. Os “Albacore” não passavam de uma versão melhorada dos antigos biplanos “Swordfish” com cabina fechada de pilotagem e alguns metros mais de comprimento e envergadura alar. Ao chegarem à proximidade do seu objectivo, os “Albacore” encontraram dois “Ju-88” no ar. Um dos caças “Fairey-Fulmar” consegue abater um dos “Junkers”, enquanto o outro afasta-se prudentemente. Entretanto, os “Albacore” lançam os seus torpedos, mas nenhum acerta; à velocidade de 30 nós, o gigantesco Vittorio Veneto furta-se com agilidade aos torpedos lançados pelos aviões.



Cunnigham não perde, contudo, a vontade de lutar e ordena outro ataque; agora com três “Albacore” e dois “Swordfish”, conseguindo esta formação chegar aos navios italianos no preciso momento em que estavam a ser bombardeados pelo bombardeiros “Blenheim” da RAF oriundos da Grécia. As peças antiaéreas dos italianos estavam apontadas a quase 90 graus, pelo que não puderam reagir imediatamente a um ataque súbito em voo rasante a três metros de altitude. Os britânicos atacavam em simultâneo de bombordo e estibordo. O tenente J. Dalyel-Stead aproximou-se perigosamente e foi atingido pelos tiros de metralhadora do Vittorio Veneto, mas antes de mergulhar para sempre nas águas largou o torpedo que consegue explodir junto à popa do couraçado italiano e avariar-lhe o leme.
Mecânicos e engenheiros de bordo esforçam por reparar a avaria, mas o navio já não pode fazer mais que 17 nós. Iachino ordena uma formação cerrada em torno do couraçado para o proteger dos ataques aéreos e navais. Um pouco antes, a aviação do Formidable voltou a atacar, conseguindo torpedear o cruzador Pola a meio do navio. A explosão destruiu grande parte das caldeiras, pelo que o Pola ficou imobilizado, o que levou Iachino a destacar os cruzadores Zara e Fiume, além de quatro contratorpedeiros, em socorro do Pola, já afastado da principal formação de batalha italiana.



Entretanto anoitece; os ingleses guiados pelo radar aproximam-se com os couraçados Warspite, Valiant e Barham, encontrando na sua frente os dois cruzadores italianos a socorrer o Pola e a escolta de contratorpedeiros. Iluminados pelos holofotes do destroyer Greyhound, começou pelas 22.30 o “massacre” dos italianos.



O Zara e o Fiume são despedaçados pelas granadas de 381 mm dos gigantes britânicos que também afundam dois contratorpedeiros. O Vittorio Veneto não foi alcançado pelas forças inglesas, nomeadamente pelos destroyers que a grande velocidade deveriam manter o contacto, mas enganaram-se na estimativa da sua rota e provável ponto de encontro. Mesmo assim, os italianos perderam quase 3 mil homens e três dos seus melhores cruzadores pesados armados com peças de 203 mm. O Pola acabou por ir para o fundo no dia seguinte sem chegar a ser socorrido pelos navios destacados para o efeito.
Assim, perto das 24 horas do dia 28 de Março de 1941 terminou aquilo que ficou conhecido pela batalha do Cabo Matapan, da qual a marinha italiana nunca mais se conseguiu refazer, mais em termos psicológicos que materiais, pois as subsequentes perdas inglesas deixaram estes ainda mais destroçados que os latinos.



O ditador Mussolini ordenou que, a partir de então, os navios italianos só entrariam em acção sob a protecção da aviação de caça italiana, portanto, a não mais de cem milhas de uma base aérea. Além disso, ordenou a transformação de dois paquetes em porta-aviões, reconhecendo dois erros.



Primeiro: a ineficácia relativa do bombardeamento de navios a partir de aviões trimotores “S-81” ou dos mais ágeis “S-79 Sparviero” utilizados como aviões torpedeiros.
Segundo: sem apoio aéreo táctico próximo, portanto embarcado, não há mais poder naval. Taranto e Matapan foram preços muito altos pagos pelos italianos que nunca conseguiram ser corrigidos, pois em tempo de guerra não há geralmente possibilidade de inflectir uma estratégia e táctica marcadas em material cujo desenho e construção levam bastante tempo a realizar.



Mesmo assim, o ano de 1941 acabou por ser muito mais fatídico para os britânicos em termos de pesadas derrotas. Tobruk, na Líbia, cai em poder das forças de Rommel a 6 de Abril. No mesmo dia, as divisões alemãs atravessam a fronteira jugoslava para iniciar a conquista da península balcânica. A Jugoslávia capitula no dia no dia 17 do mesmo mês, enquanto prossegue a corrida para a Grécia, cuja conquista termina com o fim das operações de assalto à Ilha de Creta iniciadas a 20 de Maio e terminadas no dia 1 de Junho de 1941.



Em duas semanas de combate, os 52 mil homens do contingente britânico na Grécia têm de ser evacuados, principalmente depois do assalto pára-quedista ao canal do Corinto pelos alemães que cortou a retaguarda inglesa e inviabilizou a retirada para o Peloponeso. A “Luftwaffe” controlava os céus da Grécia e dos mares adjacentes.



A operação de evacuação com o nome de código “Demon” foi comandada pelo almirante Pridham-Wippel que teve ao seu dispor uma força de 7 cruzadores e 20 destroyers, além dos 21 navios de transporte. Os “Stukas”, contudo, afundaram vinte e seis navios. Mesmo assim, tudo foi tentado para trazer as tropas britânicas para Alexandria, as quais só podiam embarcar de noite, pois os navios durante o dia tinham de estar o mais longe possível das costas e, principalmente, das bases aéreas caídas na posse das forças nazis. A operação falhou quase completamente, os ingleses ainda perderam dois destroyers cheios de tropas e, se não fossem os preparativos para o assalto aerotransportado à ilha de Creta, as perdas navais britânicas teriam sido maiores. Efectivamente, o ditador alemão ordenou a conquista de Creta para evitar que esta se tornasse numa base de onde os britânicos podiam bombardear os poços petrolíferos romenos, a única fonte do precioso combustível ao dispor do “Reich”, além das gasolinas sintetizadas a partir dos carvões, mas sempre de má qualidade e até prejudicial para os motores.



No intervalo, entre a queda final do Peloponeso e o assalto a Creta, os britânicos conseguem atravessar todo o Mediterrâneo com um comboio de cinco navios, dos quais quatro chegam a Alexandria com 238 indispensáveis tanques destinados a reforçar as defesas do general Wavell no deserto frente às ofensivas de Rommel.



A 20 de Maio de 1941, cerca de 500 trimotores “Ju 52” com 40 homens cada iniciam o assalto a Creta. Pouco antes, a ilha foi submetida a intensos bombardeamentos por parte dos “Ju 87” e “Ju 88” que assim destruíram as poucas bases aéreas britânicas na ilha. Dois dias depois, a “Royal Navy” perde sob as bombas dos “Stukas” os cruzadores Fiji e Gloucester, logo após recolherem os náufragos do contratorpedeiro Greyhound, igualmente afundado pela “Luftwaffe”.



Ainda em 1941, os britânicos sofrem quatro duros reveses. A 13 de Novembro, o submarino alemão U-81 comandado por Guggenberger torpedeia e afunda o porta-aviões Ark Royal e duas semanas depois o U-331 de Von Tisenhafen coloca quase simultaneamente três torpedos no couraçado Barham que explode com uma violência praticamente única em todo o conflito e que ficou reproduzida fotograficamente. Nem um dos seus infelizes 951 tripulantes conseguiu sobreviver a tão portentosa catástrofe ao largo de Sollum.



A 19 de Dezembro do mesmo ano, três “Maiali”, torpedos pilotados por dois operadores cada, conseguem forçar a entrada do porto de Alexandria e afundam os couraçados Valiant e Queen Elizabeth, ambos de 30.600 toneladas, bem como o petroleiro Sazona e danificam o contratorpedeiro Jervis. Os dois couraçados, ancorados como estavam em porto de águas pouco profundas, assentaram no fundo pelo que puderam ser recuperados, mas só ao fim de mais de uma ano de trabalhos. Durante esse tempo cumpriram ainda uma missão psicológica, já que o alto-comando italiano não tinha conhecimento perfeito do êxito da operação levada a cabo pela pequena força de torpedos pilotados.


Os heróis da façanha foram os tenentes Luigi de La Penne, chefe do agrupamento, Emilio Bianchi, seu co-piloto; Antonio Arceglia com Spartaco Scheergat e Vincenzo Martellota com Mario Marino. Em momento algum do conflito mundial, à excepção do lançamento das bombas atómicas, tão poucos homens conseguiram infligir estragos tão pesados a uma força inimiga. Seis homens apenas puseram fora de combate cerca de 70 mil toneladas de navios inimigos guarnecidos por mais de dois mil homens. Navegavam encavalitados em três torpedos de 6,7 m de comprimento e 530 mm de diâmetro providos de “pára-brisas”, volante e alavanca de imersão. Vestiam fatos de homens rã, tendo o agrupamento sido largado pelo submarino “Scire” próximo de Alexandria.



Depois aproximaram-se dos navios inimigos, navegando a uma velocidade silenciosa de 2,5 nós propulsionados por motores eléctricos com autonomia para 10 milhas. A cabeça do torpedo era destacável e continha uma carga de 300 kg que ficava agarrada ao casco do navio adverso presa por um íman. Depois de colocadas as cargas, o tenente de La Penne e os seus companheiros foram detectados e levados para o Valiant. Minutos antes das cargas-relógio explodirem, de La Penne informou o comandante britânico do que iria acontecer e que, para salvar vidas humanas, deveria evacuar rapidamente todos os navios ancorados. Ainda quiseram-no obrigar a dizer onde estavam as cargas, tendo-o levado para o porão mais fundo, enquanto a guarnição fugia do navio. Felizmente para o italiano, a explosão não o afectou e, em 1945, foi o próprio ex-comandante do Valiant, tornado no almirante Morgan, a entregar a condecoração real a La Penne que, entretanto, aderira às forças antifascistas italianas.



No mesmo dia em que os ingleses sofrem em Alexandria perdas tão pesadas, a Força K vinda de Gibraltar e constituída por três cruzadores e quatro destroyers entra num campo de minas italiano nas proximidades da ilha de Malta quando pretendia interceptar um comboio de navios com tropas italo-alemãs para o norte de África. O cruzador Neptune e o destroyer Kandahar afundam-se com a perda de 550 preciosas vidas, enquanto os cruzadores Aurora e Penelope sofrem danos relativamente graves.



De acordo com alguns historiadores, a resistência, leia-se auto-sacrifício, dos britânicos no Mediterrâneo, nomeadamente na Grécia e no Norte de África, levou à intervenção alemã, logo ao atraso no início da Operação Barbarossa de invasão da União Soviética. Esta começou a 22 de Junho de 1941, portanto, com quatro semanas de atraso relativamente ao calendário meteorológico. O ditador alemão terá perdido um mês de bom tempo e assim não terá realizado o objectivo principal de conquistar Moscovo antes da chegada do chamado “General Inverno”.



Talvez tenha sido isso, mas a realidade é que o principal ataque alemão passou pelas planícies pantanosas de Pripet que quatro semanas antes não estariam ainda suficientemente secas para permitir a passagem de parte das quarenta e duas divisões sob o comando do Marechal Gerd von Rundstedt que enfrentaram de frente as 68 divisões do Marechal soviético Boudienny. As vitórias noutros locais da imensa frente de ataque que ia do Báltico aos Cárpatos na fronteira entre a Hungria e a Ucrânia mostraram, contudo, que Pripet podia não ser o ponto decisivo. Mas uma eventual “crise” no local mais bem defendido da União Soviética poderia ter estorvado todo o esforço de guerra nazi e levar os soviéticos a aguentarem uma frente decisiva porque era a via de acesso dos nazis ao sul rico em matéria primas e indústrias da URSS.



Logo que se iniciou o ataque alemão à URSS, o comandante da “Royal Navy”, almirante Tovey, destacou para as costas da Noruega o porta-aviões Illustrious, alguns cruzadores e destroyers que impediram o reforço do Corpo de Montanha do general Dietl postado no Norte da Noruega, o qual se viu impedido de conquistar Mourmansk.
No Mediterrâneo a guerra prosseguiu em 1942 sem confrontos decisivos, já que para o “Reich” passara a ser um teatro de guerra secundário.














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Cruzador Italiano "Polo" sob fogo britânico
Pola.jpg

Cruzador italiano Polo sob o fogo britânico na batalha de Matapan.

Deslocava 11.545 t (standard) e estava armado com 8 peças de 203 mm, 16 de 100 mm, 4 de 40 mm AA e 8 de 13,2 mm AA.



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Destrutor "Greyhound" e Couraçado "Malaya"
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Destroyer Greyhound atracado ao couraçado Malaya.



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Bombardeiro Italiano S-81
Bombardeiros81-f.gif

Bombardeiro Médio Italiano S-81



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Caça-Bombardeiro Alemão Junkers JU-88
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Caça-Bombardeiro Alemão Junkers JU-88



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Avião Torpedeiro Britânico Albacores
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Avião Torpedeiro Britânico Albacore



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