Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"
Segunda-feira, 13 de Março de 2006
PEARL HARBOR

Pearl_Harbor.jpg

 

Pearl Harbor - Batalha entre Atacantes e Bombeiros

 

“Wakarimasu ka?” - Percebe? - Perguntou o falso vice-cônsul japonês em Honolulu e espião da marinha imperial nipónica, Takeo Yoshikawa, ao operador de rádio quando lhe entregou o texto cifrado do telegrama, acrescentando: “Ima, isogi” - imediatamente, apresse-se.

 

No calendário de mesa do ex-tenente Yoshikawa, a página estava no dia 6 de Dezembro de 1941 e o telegrama cifrado dirigido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Tóquio dizia muito simplesmente: “Não há balões de barragem. Couraçados sem crinolinas. Não há indicação de alarme aéreo ou naval transmitido de qualquer ilha próxima. O Entreprise e o Lexington zarparam de Pearl Harbour.”

 

Em Tóquio, a mensagem foi prontamente enviada ao almirante Isoruku Yamamato, comandante das frotas conjuntas, com pavilhão no couraçado Nagato, ancorado ao largo da base naval de Kure. Prontamente, Yamamoto reenviou também o relatório final do espião ao almirante Chichi Nagumo, a bordo do porta-aviões Akagi que o recebeu às 01.20 do dia 7 de Dezembro. Nele estava escrito: Dezembro 6 (hora local). Navios ancorados no porto: nove couraçados; três cruzadores da classe B; três transportes de hidroaviões; 17 destrutores. À entrada do porto estão quatro cruzadores da classe B e três destrutores. Todos os porta-aviões e cruzadores pesados saíram do porto. O almirante recebeu dias antes, precisamente a 2 de Dezembro, a mensagem decisiva do “Dai-Honei” (Quartel Geral Imperial), dizendo: “Niitaka Yama Naborenm 1208” (Suba o Monte Niitaka), o que significa atacar de surpresa a 8 de Dezembro (hora japonesa) a frota norte-americana do Pacífico ancorada em Pearl Harbour nas ilhas do Hawai, o posto avançado dos americanos no Pacífico.

 

A poderosa esquadra japonesa estava reunida secretamente na baía enevoada de Tankan na ilha Etorofu do arquipélago das Curilas, e, logo após receber aquela mensagem, fez-se ao mar numa rota envolvente norte para se aproximar das ilhas Hawai sem ser vista pela navegação mercante e, menos ainda, pelo eventuais aviões patrulha norte-americanos. Levou dez dias a aproximação, o que torna estranha a ausência de detecção. Nagumo esperava ainda receber uma mensagem a cancelar o ataque, dado que decorriam negociações em Washington entre japoneses e norte-americanos. Tanto ele como o comandante em chefe das frotas reunidas, Yamamoto, sabiam que corriam riscos enormes, não só no imediato como a prazo pois iam meter-se com o gigante americano. No fundo, nem Nagumo nem Yamamato acreditavam na vitória japonesa. Principalmente este último que conhecia bem os EUA pois tinha estudado em Harward e foi adido naval em Washington. Mas, como muitos dirigentes de países racistas e fascizantes acreditavam na sua superioridade rácica e na incapacidade das populações das prósperas democracias de combaterem.

Nem no lado japonês nem no alemão se conhecia o suficiente de história para saber que os bons exércitos e combatentes ganham batalhas, mas quase sempre perdem as guerras. O plano de ataque surpresa a Pearl Harbor foi mesmo de autoria do almirante Isoruku Yamamoto, apesar de não estar excessivamente interessado em realizá-lo e considerar que só destruindo de surpresa o grosso da Armada americana do Pacífico é que haveria alguma probabilidade de ganhar a guerra.

 

Foi a pressão dos elementos radicais da Marinha Imperial nipónica e a substituição do primeiro-ministro civil pelo almirante Togo é que o levou a Yamamoto e Nagumo a assumirem um risco total.

 

Não foi recebida nenhuma mensagem pacífica, antes pelo contrário, e num quase total silêncio rádio a esquadra foi-se aproximando até cerca de 350 quilómetros de Honolulu, de onde partiram 353 aviões sob as ordens do comandante Fujida Mitsuo que pessoalmente liderou a primeira vaga de 181 aparelhos largados a partir das 06.15 h da manhã de 7 de Dezembro nas Hawai.

 

As rádios de Honolulu davam música alegre para os ouvintes que esperavam passar um domingo tranquilo e de sol naquelas ilhas paradisíacas situadas ligeiramente ao sul do Trópico de Câncer. Os piloto de Fujida guiavam-se pela música americano-hawaiana confiantes que não tinham sido descobertos e aproveitavam a informação meteorológica que as emissoras emitiam nos seus noticiários matutinos. Pelas 07.49 h, Fujida emite o sinal rádio “To-To-To” da primeira sílaba da palavra japonesa “tosugekiseo” que significa carga ou no contexto atacar. Pouco depois, já por cima dos alvos, Fujida transmite para o seu almirante a palavra “Tora, Tora, Tora” a dizer tigre, significando que tinham apanhado os americanos de surpresa.

 

Por engano, a ordem de iniciar o ataque foi dada aos bombardeiros de voo picado “Aichi D3A Tipo 99” (“Val” no código americano) sob o comando de Takahashi em vez dos torpedeiros “Nakajima B 5N Tipo 97” (“Kate”). Assim, os 57 “Val”, também conhecidos pelos “Stukas” japoneses por serem iguais aos homólogos alemães, de Takahashi, acabaram por ser os primeiros a picarem a partir dos 3.000 metros de altitude para, divididos em dois grupos, destruírem os aviões alinhados sem qualquer protecção nas bases de Hickham, Ilha de Ford, e de Weeler.

No plano inicial de Fujida, estes bombardeiros só deveriam atacar em primeiro lugar se não tivesse havido surpresa e destinar-se-iam a atacar os campos de aviação da ilha de Ohau para liquidar a aviação ainda em terra, enquanto os 49 Nakajimas “Kate” de bombardeamento do grupo de Fujida atacariam os navios com granadas de artilharia de 385 mm anti-blindagem transformadas em bombas aéreas de 500 libras.

O ataque concretizou-se fora do planeamento inicial, mas resultou. Fujida deveria ter disparado da sua carlinga um facho luminoso para dar início ao ataque se não houvesse surpresa e dois no caso contrário, mas como julgou não terem visto o seu primeiros sinal repetiu-o, levando a que os pilotos vissem os dois sinais e seguissem as ordens determinadas previamente.

 

Logo após o ataque dos “Aichi” de Takahasima, os “Nakajima B5N” “Kate” lança-torpedos de Murata mergulharam para lançarem os seus torpedos contra os couraçados norte-americanos imprudentemente alinhados dois a dois. Sobrevoaram as instalações portuárias a menos de 20 metros de altitude. Os nipónicos repetiram uma operação mil vezes treinada na baía Kagoshima semelhante à de Pearl Harbour e utilizaram torpedos equipados com estabilizadores de madeira para flutuarem a pouca profundidade, mesmo na queda, e não embaterem com os fundos baixos do porto havaiano que não ultrapassam a cota dos 12 metros.

 

Em poucos minutos, os aviões torpedeiros atingiram cinco couraçados. Na carlinga do “Nakajima” do tenente Jinichi Goto, o observador berrava com toda a força dos seus pulmões “atarimashita, atarimashita”, acertámos. Era o segundo torpedo que abria um rombo no couraçado Oklahoma de 27.500 toneladas de deslocamento. Minutos antes, os tripulantes ouviram nos alto-falantes de bordo, após a explosão do primeiro torpedo, o aviso “Man on your batlle stations! This is no shit!”. Pouco depois, o gigante inclina-se até se voltar com 400 infelizes homens da sua guarnição sepultados para sempre no seu interior. Ainda o Oklahoma não se tinha voltado, o Arizona envolvia-se numa gigantesca explosão provocada por uma bomba que fez saltar em pedaços o paiol número 2 e tombar o mastro principal.

 

Fujida ao comando do seu “Nakajima” ataca o Maryland apesar de atingido pelo fogo antiaéreo que lhe provocou um buraco na fuselagem. Quatro bombas acertaram no gigante de 32.600 toneladas que acabou depois por ser recuperado e servir a marinha norte-americana até ir para a sucata em 1959.

Logo na primeira passagem, os aviões nipónicos atingiram os couraçados California, Oklahoma e West Virginia.

Num segundo ataque, o cruzador Helena e o lança-minas Ogala foram atingidos e num terceiro o cruzador Raleigh e o navio-alvo Utah. E enquanto os “Nakajima” tomavam altitude, os “Aichi” de Fujida picavam quase na vertical. O maior desastre bélico aconteceu no couraçado Arizona que recebeu bombas que explodiram nas caldeiras depois de atravessarem o tombadilho blindado. O navio já tinha sido atingido por um torpedo, acabando por se tornar na sepultura de 1.100 infelizes membros da sua guarnição depois de o paiol da popa explodir. Partes do navio saltaram a mais de cem metros de altitude. Os “Nakajima B5N”, denominados “Kate” no código norte-americano, também eram utilizados como bombardeiros de altitude sob o comando de Fujida que os alinhou em fila indiana para em várias passagens lançarem bombas a 3.600 metros de altitude, a maior parte das quais acertaram nos alvos pretendidos ou não eram aqueles os mais treinados pilotos da marinha japonesa e, mesmo, do mundo.

A reacção norte-americana começou então com as primeiras peças antiaéreas a fazerem fogo sobre os agressores, mas então já os caças Mitsubishi “A6M Zero-sen” mergulhavam para flagelar os artilheiros com os tiros das suas metralhadoras de 7,7 mm e dos canhões de 20 mm. Também atacaram os aviões das bases aéreas depois de se certificarem que não eram muito necessários no combate aéreo propriamente dito, por os norte-americanos quase não terem conseguido fazer intervir os seus caças P-40 e P-36. O comandante dos famosos “Zero”, Sakamoto, apontou para baixo quando viu muitos dos caças norte-americanos fora dos abrigos em U, ele e os seus subordinados fizeram uma razia completa.

 

Despejados do material letal que levavam, os aviões da primeira vaga de ataque regressaram aos seus porta-aviões enquanto que uma segunda vaga comandada pelo primeiro-tenente Shigekazu Shimazaki do porta-aviões Zuikaku com 170 aeronaves lançou-se ao ataque. O fulcro deste grupo era constituído pelos oitenta “Aichi” do tenente Takashigi Egusa destinados a destruir os porta-aviões norte-americanos, mas na falta destes lançaram-se contra os restantes navios ancorados no porto. Só que estes estavam envoltos em gigantescas nuvens de fumo que não permitiam a identificação ou a escolha de alvos ainda por atingir.

 

Como de vários navios se iniciou um fogo de barragem antiaérea, Egusa picou com o seu grupo sobre os resistentes, ao mesmo tempo que os aviões de Shimazaki se encarniçavam em ataques sucessivos aos aeródromos das ilhas. Os caças “Zero” comandados pelo tenente Fusata Ilida acompanharam os bombardeiros rasantes na destruição do dispositivo aéreo norte-americano. Ao ser atingido pelo fogo antiaéreo, Ilida apontou o seu avião a arder contra um hangar e morreu em obediência ao código japonês Bushido que manda sacrificar a vida nos últimos momentos do combate. Aqui como em todos os outros teatros de combate, os pilotos japoneses aceitaram estoicamente aquele código de tal modo que passados menos de 12 meses de iniciado o conflito, o Japão deixou de ter ao seu serviço pilotos experientes e com a competência suficiente para tirar partido da excelência das suas máquinas voadoras e, menos ainda, para transmitirem a sua experiência aos novos pilotos.

 

No segundo ataque, os “Nakajima” ainda conseguiram torpedear o couraçado Nevada que procurava escapulir-se para o mar alto. Depois de atingido, o contra-almirante Furlog ordenou o encalhe do navio de modo a impedir que o mesmo viesse a bloquear o canal que dá acesso ao mar.

Regressados aos navios, os aviões da segunda leva começaram a ser rearmados e reabastecidos, tal como acontecera com os da primeira vaga. Mas, pelas 13.30 h, Nagumo ordenou o regresso da sua esquadra depois de concluir que os resultados tinham sido suficientes.

A reacção norte-americana foi extremamente reduzida, dada a surpresa relativa. Os americanos conseguiam já então decifrar o código secreto diplomático “Púrpura” e a própria cifra J25N ultra secreta da Marinha Imperial no âmbito de uma operação a que deram o nome de “Magic”, pelo que sabiam que algo estava a ser preparado, só que desconheciam o momento exacto e o objectivo escolhido.

A esquadra nipónico navegou sempre sem emissões de TSF, o que foi sentido pela escuta em Hawai e entendida como prenúncio de um ataque que se supôs ser contra possessões francesas e inglesas no sueste asiático e, eventualmente, contra as Filipinas.

GUERRA MUNDIAL

Com o ataque a Pearl Harbor, a guerra torna-se verdadeiramente mundial, envolvendo todos os continentes e as principais potências e nações do globo. Hitler comete o erro de declarar guerra aos EUA logo a seguir. Se o não fizesse, dizem hoje muitos historiadores, seria pouco provável que os americanos declarassem guerra à Alemanha, dado que a opinião pública norte-americana estava enfurecida com o traiçoeiro ataque nipónico e o Pentágono pensaria que iria necessitar de todas as suas forças para vencer o Japão.

 

As decisões dos Japoneses e Alemães de entrar em guerra com os EUA foram, sem dúvida, as mais loucas que a História alguma vez registou e, numa perspectiva patriótica e nacionalista mereciam bem a condenação à morte dos políticos e militares que as promoveram pois conduziram em linha recta à derrota e quase destruição de ambos os países, além da perda de territórios importantes que possuíam.

 

Para o Japão, tudo começou a 18 de Setembro de 1931 quando em Mukden, na Manchúria, uma patrulha japonesa envolveu-se num incidente com uma força chinesa, permitindo aos comandos nipónicos do exército de Kwantung iniciarem um envolvimento bélico que os levou a conquistar a Manchúria e depois de outro incidente semelhante registado na ponte Marco Polo que liga a China à Manchúria, em 1937, iniciar a conquista da China. O protagonista inicial foi o exército de Kwantung cuja missão era tão só proteger uma linha de caminho de ferro manchu na posse de interesses japoneses e todo o processo decorreu sem que o poder político parlamentar japonês tivesse efectivamente planeado tais conquistas.

Os militares nacionalistas, que chegaram a matar um primeiro-ministro, nunca se cansaram de atacar os partidos políticos e submetê-los à sua chantagem concretizada em dois outros assassínios de líderes. Os políticos civis titubearam sempre perante forças armadas em completa autogestão e gerindo um imperialismo que até os militares mais inteligentes não viam como capaz de produzir os resultados desejados. De resto, os militares dominantes que levaram o Japão para uma guerra simultânea contra a China, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda pertenciam ao grupo radical “Kodo” que entre 1935 e 1936 conseguiu derrotar a facção rival “Tosei” que advogava uma acção política mais confinada ao sistema parlamentar vigente no Japão.

Acrescente-se ainda que as grandes famílias capitalistas japonesas tiveram uma importância fundamental no desejo cego de expansão imperial indisciplinada porque relativamente fora do sistema político parlamentar e democrático. Tratavam-se de verdadeiros “impérios”, os grupos “Mitsui”, “Mitsubishi”, “Yasuda” e “Sumitomo” que preconizavam a participação na já tardia pilhagem dos impérios coloniais. A guerra contra os EUA resultou do embargo comercial que o presidente Rosevelt foi impondo ao Japão como retaliação contra a conquista da China que os americanos naturalmente desaprovaram. Os nipónicos recebiam dos EUA petróleo e minérios de ferro, sucatas e carvão, tidos como indispensáveis ao seu esforço de guerra. Simultaneamente falharam o objectivo de negociarem com os holandeses a sua participação na exploração petrolífera e de outras matérias-primas das Índias holandesas, hoje Indonésia. De acordo com os planos japoneses, do ataque a “Pearl Harbor” resultariam uns doze meses de liberdade de acção em todo a Ásia marítima e depois passariam a uma estratégia defensiva e de desgaste. Esqueceram-se da enorme mobilidade dos meios navais, nomeadamente dos porta-aviões que podem projectar forças concentradas sem tomar em conta espaços terrestres ocupados por forças adversas, principalmente quando se tratam de ilhas.

 

O prudente almirante Nagumo retirou de Pearl Harbor temeroso da chegada dos porta-aviões norte-americanos, deixando parte da tarefa por fazer. Ele conhecia a mentalidade técnica e materialista dos norte-americanos que os levariam a intervir militarmente só quando dispusessem de uma total vantagem tecnológica, pelo que admitia que os norte-americanos não iriam fazer frente à marinha imperial, enquanto dispusessem apenas de quatro porta-aviões no Pacífico de um total de sete.

 

O próprio ataque japonês a “Pearl Harbour” mostrou que os couraçados pouco ou nada valiam como instrumento bélico e assim a vitória nipónica foi virtual, além de que no início do conflito, mesmo com recursos relativamente escassos, os norte-americanos atreveram-se a enfrentar o então poder nipónico, causando-lhe baixas irrecuperáveis, enquanto que a gigantesca máquina industrial dos EUA estava cada vez mais apta a multiplicar por muitas vezes o material então existente. No fundo, foi em Pearl Harbour que os japoneses perderam a guerra por não terem conseguido afundar os porta-aviões americanos. Claro isto de perder é relativo, pois os EUA mesmo sem os três porta-aviões do Pac´~ifico eram capazes de num período ligeiramente mais longo construir centenas como até conseguiram.

 

Os japoneses atacaram uma marinha norte-americana com 1099 navios guarnecidos por 283 mil homens para serem totalmente aniquilados quatro anos depois por uma gigantesca “Navy” com 69 mil navios, dos quais 1.166 eram grandes unidades oceânicas de combate, 14.874 aviões e 2.782 grandes lanchas de desembarque de tropas. Tudo guarnecido por 3,5 milhões de homens, aos quais se juntaram naturalmente muitos outros do exército com a sua gigantesca força aérea que ainda não era uma arma independente. Em síntese, no termo da guerra, os EUA possuíam 99 porta-aviões, 23 couraçados, 72 cruzadores, 740 destrutores e 235 submarinos. Tão rápida e gigantesca expansão só foi possível porque em Dezembro de 1941 muito estava preparado e no estaleiro. Em fase adiantada de construção encontravam-se cinco porta-aviões da classe Essex de 34.800 toneladas da qual se construíram 26 unidades. A quilha do Independence de 14 mil toneladas estava também no estaleiro de onde saíram outras oito unidades. Só não tinham sido ainda iniciada a construção dos 89 porta-aviões ligeiros e de escolta, à excepção das quatro unidades da classe Sangamon e de um da classe Bogue.

 

Contra tal potencial, os japoneses não foram capazes de construir durante o conflito mais do que 15 porta-aviões, parte dos quais foi afundada por submarinos americanos quase à saída dos estaleiros, como aconteceu com o gigantesco Shinano de 66.980 toneladas torpedeado pelo submarino Archefish dez dias após ser incorporado e antes de estar completamente armado e guarnecido.

 

Enfim, a marinha norte-americana soube recuperar num espaço de tempo extremamente curto para retomar depois a iniciativa no Oceano Pacífico, tendo os nipónicos passado muito rapidamente a uma defensiva com terríveis perdas em homens e material.



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Pearl Harbor

PearlHarbor-4.jpg

Pearll Harbor sob o ataque nipónico



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Aviões Nipónicos Nakajima B5N
JapPlanesP-Harbor.jpg

Os "Nakajimas B5N" preparam-se para atacar os navios americanos ancorados em Pearl Harbor.



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