Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"

Quarta-feira, 4 de Outubro de 2017
Portugal Constrói o seu Primeiro Paquete na História

 

Foto: Antevisão Informática do que será o "World Explorer" 

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, agora pertencentes à Martinfer com o nome WestSea, já não estão condenados ao desemprego e ao fim da sua atividade, apesar da sabotagem criminosa de Bruxelas que recusou um financiamento para a construção em Portugal do primeiro paquete de cruzeiros.

Graças aos esforços do governo de António Costa que incentivou um empréstimo da CGD, do Montepio e do Banco Carregosa associado à emissão de um crédito obrigacionista de 50 milhões de euros, o navio começou a ser construído em Julho passado para ser entregue antes de Novembro de 2018. O seu custo total poderá variar entre 70 a 100 milhões de euros.

Não se trata de um caixote gigante como são os enormes navios de cruzeiros, mas uma elegantíssima embarcação de passageiros de 9.300 toneladas de arqueação bruta com 126 metros de comprimento, 19 de boca e 4,7 de pontal destinado a 176 passageiros alojados em 86 camarotes de luxo com varanda para o exterior.

O navio destina-se a cruzeiros exóticos em regiões remotas como a Antártida, estando já afretado para cruzeiros nessa área. Também irá ao Amazonas e a muitos locais interessantes.

Este paquete é o primeiro alguma vez construído em Portugal, podendo lançar Viana do Castelo na grande rota de construtores de navios de cruzeiro de tamanho médio que têm hoje mais procura que os gigantes de construção alemã e muito caros. Trata-se um setor em que a China e a Coreia do Sul ou o Japão não concorrem ainda com êxito.

Tecnicamente há um acordo com a Rolls Royce que vai fornecer a motorização diesel-elétrica na base de três motores Diesel Berger e motores elétricos com 9.000 kw de potência.

O armador é o conhecido Mário Ferreira da Douro Azul, mas o dinheiro vem de vários lados, principalmente de dois bancos estatais, devendo ser o primeiro de uma série de navios iguais ou semelhantes, mas não se sabe ainda se a construção será portuguesa dada a dificuldade em financiá-la com capitais portugueses por causa do bloqueio da União Europeia, Schaeuble e Juncker, que não querem ver concorrentes a trabalhar em Portugal em melhores condições que na Alemanha.

A construção de um navio tão grande para a tradição portuguesa representa uma aventura marítima em que António Costa se meteu para proporcionar outra grandeza a Portugal.

A fazer justiça à tradição histórica de país explorador dos mares, o navio será mesmo um "Explorador do Mundo".

Para o Governo, Portugal tem de regressar aos mares e não apenas para nadar nas praias.

Costa está mais empenhado na indústria portuguesa que o governo do bem derrotado Passos Coelho e Portas/Cristas.



publicado por DD às 18:30
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Domingo, 11 de Setembro de 2016
Nova Crise do "Shipping"

 

 

Setenta grandes navios porta contentores estão parados frente aos mais diversos portos do Mundo com meio milhão de contentores com mercadoria sul-coreana e chinesa no valor de 12,4 mil milhões de euros. São contentores com material Samsung e LG e muita coisa mais destinado principalmente às vendas de Natal nos EUA, Canadá, países da União Europeia, etc.

Está em curso uma das maiores falências do Mundo capitalista de sempre. O armador sul-coreano Hanjin Shipping está literalmente falido com uma dívida superior a 5,5 mil milhões de dólares e é o terceiro ou quarto maior do Mundo. O segundo armador sul coreano, a Hyunday Merchant Marine, também está próximo da insolvência com dívidas de 4,8 mil milhões de dólares ao qual se associa a empresa de aviação sul coreana “Corean Airline” e o banco do grupo mais, eventualmente, as fábricas de automóveis Hyunday, a não ser que seja tudo desagregado da holding e aceite pelos tribunais.

Os navios da Hanjin estão parados porque o armador tem medo de que sejam arrestados pelos tribunais dos diversos países e porque alguns portos não aceitam a descarga dos navios. Apenas os tribunais dos EUA permitiram que descarreguem os contentores com material destinado ao mercado norte-americano na base que o não descarregamento acarreta graves prejuízos a terceiros. Claro que outra razão é que nos capitais das empresas coreanas, incluindo este armador, há fundos americanos que fazem parte do pequeno grupo de dez que controla metade da riqueza mundial.

As tripulações não recebem ordenado há meses e em muitos navios foi cortado o ar condicionado e a alimentação e água estão a ser racionadas por impossibilidade de compra nos portos.

A falência resulta de uma guerra de concorrência com os armadores chineses Cosco e outros financiados pelo Estado chinês, fazendo, como tal, fretes mais baratos. Por outro lado, o tráfego de mercadorias no Mundo global recuou para valores de 1998.

A Coreia do Sul tem feito um esforço titânico de exportação e os seus navios têm praticado preços abaixo do custo porque se torna difícil encher completamente qualquer gigantesco porta contentores. A Hanjin representa cerca de 3,5% do tráfego mundial, mas mais de 60% do comércio sul coreano.

Tanto a Hanjin como a Hyunday esperam que o Estado entre com os milhares de milhões para salvar as empresas que terão de vender muitos dos seus navios num mercado que está saturado, pelo que vão receber uma ninharia se conseguirem vender.

Está em curso uma crise mundial que pode provocar mudanças incalculáveis na Ásia e, consequentemente, na Europa e EUA porque está tudo interligado pelo gigantescos fundos mundiais de investimento.

Com a falência da Hanjin e quase insolvência da Hyunday Merchant, as restantes empresas armadoras de navios aumentaram já o custo dos seus fretes em cerca de 50%, pelo que o material chinês, sul coreano, japonês, indonésio, indiano, etc. ficará mais caro este Natal.

 

 

 



publicado por DD às 23:17
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Terça-feira, 1 de Abril de 2014
Dieter Dellinger: Israel reforça Marinha para Explorar Gás Natural na sua Costa

 

 

Israel terá já contratado secretamente com a Alemanha a aquisição de dois navios do tipo corveta lançadoras de mísseis para proteger os seus novos campos de exploração de gás natural situados a 90 km de Haifa denominados Tamara e Leviatan, cujas reservas devem ser da ordem de quase 700 mil milhões de metros cúbicos de gás. Consta que o parlamento federal alemão reuniu secretamente para dar a aprovação à venda, sendo possível que os alemães venham a oferecer um dos navios como fizeram com os seis submarinos fornecidos a Israel dos quais dois foram oferecidos.

Esta descoberta de gás iniciada em 2009 pode tornar Israel independente em termos energéticos dado permitir a produção de energia elétrica e, mesmo, gasolinas sintetizadas a partir do gás natural, além de permitir a exportação para Chipre com o qual já há um contrato e, eventualmente, para a Jordânia, Turquia e Grécia. O Líbano e a faixa de Gaza pretendem ter uma participação na exploração do referido gás por considerardem que uma parte vem da sua plataforma continental.

 

Isreal é hoje um país extremamente rico devido às exportações de material de defesa e produtos da indústria inteligente, principalmente eletrónicos e está com a vantagem de os seus principais inimigos, Síria, Egito, Iraque, etc. se entreterem a matarem-se entre si, estando agora desprovidos de qualquer poder militar.

 

Mesmo assim, um campo marítimo de gás necessita de uma proteção constante contra eventuais ataques terroristas e daí a necessidade de um reforço naval.

                                                                                  



publicado por DD às 22:55
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