Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2015
O Escândalo dos Submarinos Comprados na Alemanha

 

Em 2002-2004, Barroso, Santana e Portas adquiriram dois submarinos pelo dobro do seu preço mencionado na Internet e mais do dobro dos quatros U-2014 adquiridos pelo governo grego com luvas incluídas que levaram o então ministro da Defesa para a prisão, onde ainda está

Sócrates não estava no poder, sendo um simples deputado e não teve participação na aquisição.

 

Portuguese Navy

Subclasses: Tridente-class submarine

Builders: Howaldtswerke-Deutsche Werft

Cost: $330 million (2008)[1] = ca. 250 milhões de euros

In service: 2007-2010

Building: 2

 

General characteristics

Características da Classe "TRIDENTE" ou U-209PN- AIP com o preço de 330 milhões de dólares em 2008 (ano de construção) correspondentes a cerca de 250 milhões de euros. Barroso, Santana e Portas compraram dois submarinos desta classe por quase mil milhões de euros. Para onde foi o resto do dinheiro, transferido pelo Team A para o ESCOM UK e daí para vários figurões nacionais com poder de decisão

Displacement: 1,690 t (surfaced), 1,860 t (submerged)

Length: 213 feet 3 inches (65.0 m)

Beam: 20 feet 8 inches (6.3 m)

Draught: 19 feet 8 inches (6.0 m)

Propulsion: Diesel-electric, fuel cell AIP, low noise skew back propeller

Speed: 12 kt surfaced

20 kt submerged

Range: 12,000 miles (19,300 km) surfaced

420 nmi (780 km) @ 8 kt

1,248 nmi (2,311 km) @ 4 kt

Endurance: 84 days

Test depth: 250m (400m theoretical)

Complement: 5 officers + 22 crew

Armament: (8) 533 mm

 

Num negócio que globalmente ascende os mil milhões de euros, o preço base dos dois submarinos era inicialmente de 769 324 800 euros, de acordo com os anexos 14 e 15 do contrato de aquisição, a que a agência Lusa teve acesso.

No entanto, o contrato assinado recebeu o visto do Tribunal de Contas a 25 de Agosto de 2004 e só entrou em vigor a 24 de Setembro de 2010, o que, com as penalizações, fixou o preço em 874 milhões de euros. Os quatro submarinos gregos tiveram um preço base quase idêntico com luvas incluídas, estando o então ministro da Defesa preso, pelo que custaram metade do preço pago por Portugal através do Portas/Barroso.

Porquê? Portas nunca explicou a razão de tal aumento de preço.

A este valor acrescentou-se o dinheiro para treino de guarnições, luvas para 7 personalidades e armamento.

 Os submarinos alemães. O U-209PN é na verdade um U-214 sem que se perceba a razão de alterar o nome da tipologia.

 

 

 



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Terça-feira, 4 de Agosto de 2015
Novo Submarino Russo da Classe Borei

 

O submarino atômico Vladimir Monomakh foi entregue à Força Naval da Rússia. O navio é o terceiro na linha de lançadores de mísseis estratégicos que completaram o agrupamento marítimo das forças de dissuasão nuclear da Rússia.

O submarino está dotado exclusivamente de equipamentos russo. O agrupamento das forças de dissuasão nuclear da Rússia está completado com a entrada oficial do cruzador submarino atômico Vladimir Monomakh. Em 19 de dezembro, por cima do submarino foi levantada a bandeira de Santo André, símbolo da Força Naval da Rússia. Ao entregar a bandeira ao comandante do navio, o vice-comandante da Força Naval da Rússia, Alexander Fedotenkov, expressou votos de que “esta bandeira nunca seja baixada perante o inimigo”.

O Vladimir Monomakh já é terceira nave do projeto de submarinos estratégicos Borei. São submarinos estratégicos de quarta geração que dispõem de caraterísticas únicas não superadas por ninguém.

Em 2012, os americanos não conseguiram durante um mês descobrir perto das suas costas o submarino russo Shchuka (Tubarão, segundo a classificação da OTAN). Em comparação com o Shchuka, o submarino Vladimir Monomakh pode ser considerado invisível, aponta o 1º vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov: “Está reduzido radicalmente o nível de barulho desses submarinos em todos os diapasões de frequências, em primeiro lugar de baixas, o que reduziu praticamente em nada a possibilidade de descobri-los. Destaque-se que as vibrações de infrassom de frequência de 5-10 hertz se estendem muito longe no meio aquático, sobretudo em grandes profundidades. A distância pode atingir milhares de quilômetros. O submarino pode ser descoberto por estas vibrações com a ajuda de antenas de grande extensão instalados, em particular, por americanos nos seus navios. Portanto, as vibrações de baixa frequência são reduzidas aos valores extremamente mínimos no Vladimir Monomakh. Essa caraterística não permite descobri-lo.

Para além disso, foi consideravelmente reduzido o nível de barulho desses submarinos em diapasão de som de alta frequência em que trabalham turbinas e hélices”. Tanto que os submarinos atômicos de mísseis são armas estratégicas, os navios do projeto Borei foram orientados desde o início da construção para a utilização de peças de fabrico russo. Os equipamentos técnicos, armamentos radioeletrónicos, cada peça são exclusivamente russas. Isso é sobretudo importante hoje, quando a Rússia experimenta várias pressões externas. Como assinalou recentemente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, à margem de uma reunião no Clube de Discussão Internacional Valdai, é inútil pressionar sobre a Rússia. “O urso não pretende ocupar outras zonas climatéricas, mas não concederá a ninguém a sua taiga!”, destacou Putin em forma alegórica a intenção firme da Rússia de defender seus direitos e interesses.

Os submarinos atômicos de mísseis da série Borei, que entram em exploração, têm o mesmo destino: o Yury Dolgorukiy, navio-almirante na composição da Esquadra do Norte, o Alexandr Nevskiy – no Pacífico. O Vladimir Monomakh também entrou na composição da Esquadra do Pacífico da Força Naval da Federação da Rússia. Mais dois submarinos do projeto Borei estão em fase de construção. Para 2020, a Força Naval da Rússia terá em dotação oito submarinos atômicos semelhantes. Os submarinos de propulsão nuclear do projeto Borei têm 170 metros de comprimento, 13,5 metros de largura e 24 mil toneladas de deslocamento de água em navegação submarina. Cada navio desse projeto é capaz de lançar 16 mísseis balísticos intercontinentais de combustível sólido R-30 (Bulava 30), assim como torpedos e foguetes.

Mas, é evidente que se trata apenas de submarinos anti-ameaça, dado que não é previsível qualquer conflito em que possam intervir. Na época mais acesa da guerra fria não houve conflito entre os EUA e a URSS e, menos ainda, de caráter nuclear, pelo que ninguém imagina que um problema relacionado com uma pequena área de território na Ucrânia possa produzir um conflito entre duas potências.

Por outro, estes submarinos não poem em causa a superioridade americana, tanto em mísseis balísticos como de cruzeiro com ogivas de grande potência que não servem para nada como ogivas termonucleares de potência mínima, isto é, da ordem dos 5 a 10%.



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Domingo, 14 de Dezembro de 2014
Dieter Dellinger: A Rota do Ártico

 

 

No passado verão, 412 navios navegaram de portos chineses e japoneses para o Norte da Europa pela rota nordeste do Oceano Glacial Ártico cada vez mais livre dos gelos da calote polar e vice-versa, além de alguns demandarem portos russos das costas siberianas. O número de passagens de navios atingiu os 600, sendo que quase 40% foram de navegação costeira entre Murmansk e portos siberianos. Este ano deverão ser ainda em maior número os navios a navegarem no Oceano Glacial Ártico, cada vez menos glacial.

Segundo os especialistas em climatologia, entre 2050 e 2080 o próprio Polo Norte estará livre de gelos nos meses de verão devido ao aquecimento global que se verifica de ano para ano. Em 2005 o mar junto às costas siberianas ficou liberto dos gelos no verão que voltaram em 2006 e depois de 2007 o degelo estival verificou-se todos os anos até 2013, permitindo a navegação ao longo da costa siberiana da Federação Russa. A calote polar sofreu uma redução para um mínimo recorde de 1,32 milhões de milhas quadradas, menos 300 mil milhas que o mínimo anterior, correspondendo a uma redução de 50% em relação à média verificada entre os anos de 1979 e 2000 e prevê-se para 2040 a 2050 um recuo de uns 30 a 40% mais. O degelo mais rápido e completo de sempre foi verificado na primeira quinzena do mês de Julho de 2013, mas a calote em Setembro é que atinge o seu tamanho mínimo. Assim, durante, pelo menos, três meses do ano de Julho a Setembro com possível prolongamento pelo mês de Outubro, a rota ártica estará aberta a toda a navegação.

O processo aquecimento da Terra tem sido contínuo, mas oscilatório. O pico máximo da última glaciação (Wurm III) verificou-se há uns 18 a 20 mil anos atrás e os grandes glaciares do Norte da Europa, Canadá, EUA e Rússia com a imensa calote gelada do Antártico que cobria a zona do Cabo na África do Sul, a Patagónia e a Nova Zelândia com pedaços da Austrália despareceram praticamente há uns 8 mil anos, já no início das primeiras civilizações como a de Meroé no Alto Egipto. Mas isto não quer dizer que não se possam verificar anos muito frios, dado que naquelas regiões se surgirem períodos sem vento e nuvens, portanto, com céu claro, as temperaturas podem descer imenso e chegar aos -93ºC como foi medido por satélite numa região costeira da Sibéria. Todo o calor solar será refletido para o espaço e à superfície a temperatura desce.

Russos e chineses sentem-se cada vez mais satisfeitos com o aparente aquecimento global do Oceano Glacial Ártico. Para os chineses, a rota do Ártico resolve em parte o problema do Estreito de Malaca, sempre “engarrafado de navios” e enublado pelas nuvens de “smog” provenientes das queimadas feitas pelos barões do óleo de Palma na ilha de Sumatra. Os chineses da gigantesca Cosco Shipping Company pensam não só na navegação para a Europa, mas também para os EUA, pelas rotas de noroeste e nordeste, havendo ainda a chamada rota central mais distante da costa siberiana, mas só aberta em Agosto e mais suscetível de encontrar alguns blocos grandes de gelo. No passado verão, um navio concebido para vários tipos de cargas de 19.461 toneladas navegou do porto chinês de Dalian para Rotterdam em 33 dias. Percorreu 7.600 milhas ou 14 mil quilómetros. A rota ártica propriamente dita ao longo das costas siberianas tem 2.936 milhas náuticas (5.435 km). De acordo com os chineses, a nova rota vai desenvolver os portos do Norte da China, nomeadamente da Manchúria onde existem cidades industriais em grande número. Saliente-se que 90% das exportações chinesas utilizam a via marítima

Os navios navegam perto de costas de permafrost desabitadas contendo debaixo da terra gelada os maiores reservatórios do Mundo de gás natural, cerca de 237 biliões de toneladas de gás e mais de 66 mil biliões europeus de barris de petróleo.

 

A meio caminha entre o Estreito de Behring e o norte da Noruega, os russos estão a investir 15 mil milhões de euros na construção do porto de Sabetta na península de Jamal para o embarque de gás natural liquefeito e exploração do mesmo. O gás natural é arrefecido a -160ºC, o que permite reduzir o seu volume para 1/600. Para já, a poderosa Gazprom contabilizou um gigantesco prejuízo devido à queda nos preços do gás natural, pois os EUA também descobriram grandes jazidas de gás natural e até de petróleo, estando também a exportar. Os preços dos navios de transporte de gás estão a subir muito e, bem assim, os respetivos fretes. Os novos navios em construção na China só vão navegar a partir de 2015.

Por isso, a navegação nas águas no Ártico tem também a ver com a exploração das terras costeiras por um lado e com o transporte de mercadorias da China e Japão para a Europa e EUA. Os chineses estão a construir dois potentes quebra-gelos para apoiarem a sua navegação, dado que os navios similares russos não aparecem a tempo quando chamados, mas Putin prometeu que nos próximos anos também o seu país terá na zona novos quebra-gelos.

A navegação nas águas do Ártico não é fácil nem demasiado barata. A menor distância é o seu principal trunfo, mas é preciso pedir licença à Administração Russa da Rota do Norte e pagar uma taxa. Este ano, a referida Administração já não exigiu que só naveguem navios com proas reforçadas, o que fez crescer o número de navios de transporte de carvão, adubos, minérios, etc.

Também se pode falar na navegação entre o Pacífico e o Atlântico descendo ao longo das costas do Alasca e Canadá, sendo uma navegação já experimentada, mas ainda cheia de escolhos que obriga os navios a passarem por um labirinto de 18 mil ilhas numa de várias derrotas de aproximadamente 3.200 milhas náuticas a variar em função do degelos de vários canais e sempre cercadas de águas profundamente geladas. As águas muito frias do enorme arquipélago do Norte do Canadá ajudam a manter a calote gelada por mais tempo, sendo mais curtos os períodos de degelo e não existem portos na região nem os canadianos possuem um número suficiente de quebra gelos para deixar canais abertos que são considerados águas interiores canadianas, o que originou algumas disputas desde que o petroleiro norte-americano “Manhatan” fez o percurso em 1969.

No ano passado, o navio tipo Panamax “Nordic Orion” com casco reforçado zarpou de Vancouver com 73,5 mil toneladas de carvão com para descarregar em Helsinquia. A viagem durou quatro dias menos que a rota pelo Canal do Panamá e carregou mais 15 mil toneladas de carvão por navegar em águas muito mais profundas que as do referido canal. O armador diz que poupou 400 mil dólares. Enfim, pensava-se que a rota canadiana só seria utilizável daqui a mais de vinte anos. De qualquer modo não parece que venha a ser muito utilizada dada a imprevisibilidade das condições de navegação.

 

A Militarização do Ártico

 

O degelo do Ártico e as já referidas reservas de gás e petróleo estão a provocar uma situação litigiosa entre a Federação Russa, o Canadá, os EUA e a Dinamarca (Groenlândia), pois os russos pretendem que são donos de quase toda plataforma continental até o Polo Norte e reocuparam militarmente a região, abandonada pela marinha de guerra soviética quando da queda do império moscovita.

 

Já em 2013, Putin decidiu retomar as patrulhas da marinha russa no Ártico e deslocar para aí alguns navios que tinham sido retirados com o fim da URSS.

O primeiro navio russo a ir para o Ártico foi o „Piotre Weliki“ (Pedro O Grande). Pela sua tonelagem, configuração e armamento é mais aquilo a que podemos designar de cruzador de batalha, portanto, algo que era considerado como uma tipologia desaparecida desde a II. Guerra Mundial. Com exceção dos grandes porta-aviões, todos os restantes navios militares de superfície são fragatas e corvetas ou cruzadores relativamente pequenos como os da classe americana “Ticandaroga”.

Os russos designam o “Piotr Weliki” (Pedro o Grande) de cruzador pesado atómico, sendo o único navio da classe “Kirow” a navegar e que deveria ser de cinco unidades, mas a mais recente foi desmantelada ainda nos estaleiros, um foi retirado de serviço na sequência de um acidente, mas ainda pode ser reparado, dois outros estão há muitos anos em vias de serem modernizados para entrarem em serviço por volta de 2015. Foram navios planeados ainda nos tempos da URSS para terem nomes de secretários-gerais do PCUS. O “Piotr Weliki” deveria ter sido o “Juri Andropov” e levou dez anos a ser construído. São os primeiros cruzadores lança-mísseis verticais da marinha russa, pois a classe anterior, a “Slawa”, ainda vinha com grandes mísseis laterais devido à dificuldade que os soviéticos tinham em construir sistemas eletrónicos de controlo miniaturizados.

Os navios da classe “Kirow” destinavam-se a combater com mísseis os grandes submarinos lança-mísseis balísticos nucleares americanos. O “Piotr Weliki” começou a ser construído em 1986, mas só em 1998 é que foi entregue à marinha russa depois de dois anos de testes e algumas modificações. Hoje, é o navio-chefe da esquadra russa do Norte (Ártico) com capacidade multiuso de combate contra meios aéreos, submarinos e navios de superfície. No fundo, trata-se de manter o poder naval russo no Ártico, região em que se espera poder explorar grandes riquezas submarinas e com o degelo de verão ser a já referida zona de navegação e reivindicar muito antes de tempo as pretensões russas a toda a plataforma marítima que se estende das costas siberianas ao Polo Norte. Saliente-se que um submarino russo colocou em pleno Polo Norte uma enorme bandeira russa no fundo do mar. A Rússia libertou-se do comunismo, mas não deixou a sua tendência expansionista. Só que não sabemos se os navios deslocados para o Ártico não terão de ir para o Mar Negro, a fim de apoiarem a pretensão russa à posse de toda a costa ucraniana, incluindo a cidade de Odessa.

Para além do “O Piotr Weliki” também foi enviado para o Ártico o submarino atómico "Juri Dolgoruki”. Ambos terão como base a cidade de Seweromorsk situada na Península de Kola ao Norte do Círculo Polar Ártico.

À exceção dos porta-aviões e navios de assalto, o “Piotr Weliki” é o maior navio bélico de superfície com o deslocamento máximo de 26.190 toneladas. O seu comprimento é de 251 metros e o calado máximo de 10,3 metros.

O “Piotr Weliki” tem uma curiosa motorização que consiste em dois reatores nucleares KN-3 de água pressurizada destinados a alimentar duas máquinas a vapor de 70 mil cv, permitindo atingir uma velocidade de 20 nós. Para atingir os 32 nós, o navio possui ainda duas outras caldeiras clássicas a vapor alimentadas a óleos que permitem também a navegação com os reatores nucleares desligados, os quais utilizam como combustível o Urânio enriquecido entre 55 a 90% de U-235. Trata-se pois de um sistema ultrapassado que a marinha americana deixou de utilizar há muitos anos, mas possível dadas as características volumétricas do navio.

O seu armamento consiste em mísseis lançados na vertical a partir de lançadores colocados no interior. Os mísseis serão os “Bulawa” acionados por um propulsor sólido e tidos até agora como inseguros e suscetíveis de perderem a direção, mas o governo russo declarou que não; são seguros e a marinha tem uma absoluta confiança nos mesmos. Como não é de esperar algum conflito armado, tanto faz. O pior é se num exercício algum desses mísseis vai parar a qualquer local indevido. Mas, esperemos que não e que, entretanto, alguns defeitos dos mesmos tenham sido corrigidos.

O grande objetivo do “O Piotr Weliki” é destruir navios de superfície inimigos e submarinos, pelo que está equipado com uma grande quantidade de torpedos anti-submarinos. Duvida-se que sejam opositores válidos dos notáveis submarinos americanos da classe “Los Angeles” capazes de lançarem mísseis a 2.400 km de distância guiados por radares e outros instrumentos capazes de procurarem os alvos.

Dada a fraqueza da marinha russa, Putin decidiu investir mais de 100 mil milhões de euros em novas construções para as quais terá o apoio dos estaleiros finlandeses, sendo que a maior parte das construções sejam feitas em S. Petersburg.

Publicado na Revista de Marinha Nr. 982 de Novem,bro/Dezembro de 2014. Preço 3,50.

 

 



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Terça-feira, 1 de Abril de 2014
Dieter Dellinger: Israel reforça Marinha para Explorar Gás Natural na sua Costa

 

 

Israel terá já contratado secretamente com a Alemanha a aquisição de dois navios do tipo corveta lançadoras de mísseis para proteger os seus novos campos de exploração de gás natural situados a 90 km de Haifa denominados Tamara e Leviatan, cujas reservas devem ser da ordem de quase 700 mil milhões de metros cúbicos de gás. Consta que o parlamento federal alemão reuniu secretamente para dar a aprovação à venda, sendo possível que os alemães venham a oferecer um dos navios como fizeram com os seis submarinos fornecidos a Israel dos quais dois foram oferecidos.

Esta descoberta de gás iniciada em 2009 pode tornar Israel independente em termos energéticos dado permitir a produção de energia elétrica e, mesmo, gasolinas sintetizadas a partir do gás natural, além de permitir a exportação para Chipre com o qual já há um contrato e, eventualmente, para a Jordânia, Turquia e Grécia. O Líbano e a faixa de Gaza pretendem ter uma participação na exploração do referido gás por considerardem que uma parte vem da sua plataforma continental.

 

Isreal é hoje um país extremamente rico devido às exportações de material de defesa e produtos da indústria inteligente, principalmente eletrónicos e está com a vantagem de os seus principais inimigos, Síria, Egito, Iraque, etc. se entreterem a matarem-se entre si, estando agora desprovidos de qualquer poder militar.

 

Mesmo assim, um campo marítimo de gás necessita de uma proteção constante contra eventuais ataques terroristas e daí a necessidade de um reforço naval.

                                                                                  



publicado por DD às 22:55
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