Aqui o autor - Dieter Dellinger - ex-redator da Revista de Marinha - dedica-se à História Náutica, aos Navios e Marinha e apresenta o seu livro "Um Século de Guerra no Mar"

Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
Como os Americano com a Lava Jato Travaram o Projecto do Submarino Nuclear Brasileiro

 

 

Há várias décadas atrás o Brasil encomendou a primeira central nuclear a empresas alemãs com a condição de fornecerem centrifugadores destinados a enriquecer urânio de modo a que o Brasil fosse independente em termos de combustível nuclear. Os americanos que ocupavam a Alemanha e ainda lá estão proibiram os alemães de fornecer os centrifugadores e houve um longo processo que não sei como acabou, mas a obra da central nuclear de Angra esteve parada 23 anos.

Mais recentemente, a marinha brasileira comprou alguns submarinos de 6 mil toneladas da classe "Scorpéne" com a licença de fabricarem duas ou três unidades, devendo uma ser o submarino SN Álvaro Alberto, o primeiro de um eventual série de quatro unidades nucleares com um raio de ação ilimitado e capazes de navegarem a grande velocidade em imersão, provavelmente cerca de 30 nós, o que garantirá defesa das águas brasileiras contra qualquer intruso

O projeto do submarino nuclear brasileiro remonta à década de 1970. Em um período de aproximadamente 20 anos, a Marinha do Brasil dominou o ciclo do combustível nuclear e pôde dar início à construção do reator nuclear que está sendo desenvolvido no Centro Experimental Aramar em Iperó, que será comportado no submarino.

O trabalho de Projeto foi iniciado no dia 6 de julho de 2012, por meio do Prosub - Programa de Desenvolvimento de Submarinos, tendo a base de Itaguaí, no Rio de Janeiro, como ponto de desenvolvimento e fabricação das embarcações.


Classe Riachuelo.

Uma das fases do projeto, foi o domínio da construção do casco, obtido por meio de transferência de tecnologia junto à França, por meio da Classe Riachuelo (S-BR), composta por quatro embarcações de propulsão diesel-elétrica, desenvolvidas da Classe Scorpéne.

O primeiro submarino da família, o S 40 Riachuelo, foi lançado ao mar em 2019.

O submarino nuclear SN Álvaro Alberto terá um diâmetro de 9,8 metros, ante os 6,2 metros do S-BR, para poder acomodar o reator nuclear e um reator de água pressurizada, também referido pela sigla PWR (do inglês pressurized water reactor).
Seu comprimento será de 100 metros, deslocamento de cerca de 6 000 toneladas, com propulsão nuclear e turbo-elétrica de 48 MW de potência., não se destinando ao lançamento de mísseis nucleares, mas apenas a torpedos anti submarinos e mísseis anti navios adquiridos em França ou noutro pais.

Othon é “denunciado” pela CIA que organizou falsos subornos para liquidar o maior físico nuclear brasileiro

Em 2005, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o almirante Othon assumiu a presidência da Electronuclear, convidado pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.

Na sua gestão, as obras da usina de Angra 3, paradas por 23 anos, foram retomadas. Em abril de 2015 foi afastado do cargo, depois que surgiram denúncias de pagamento de subornos a dirigentes da empresa. Foi preso em 28 de julho do mesmo ano, durante investigações no contexto da Operação Lava Jato, quando foram encontrados indícios de pagamentos de 4,5 milhões de reais em propina feitos por um consórcio de empreiteiras. Preso no Rio de Janeiro na Operação Radioatividade, foi levado para a Superintendência da PF em Curitiba.

Em 6 de julho de 2016, voltou a ser preso pela PF, em uma operação desdobramento da Lava Jato, batizada de Pripyat, que apura corrupção na Eletrobras. Em agosto do mesmo ano, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, condenou o vice-almirante Othon a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa durante as obras da usina nuclear de Angra 3.

Em outubro de 2017 Othon foi libertado por um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 2ªRegião, porque não havia provas concludentes dos crimes praticados pelo pai do projeto nuclear brasileiro e inventor de novos centrifugadores mais pequenos que permitem ao Brasil obter a bomba atómica.

Como acontece em todo o Mundo, tudo o que diz respeito ao nuclear e, principalmente a submarinos, está sujeito a uma intensa espionagem da CIA e foi tudo organizado pelas SECRETAS AMERICANAS para levarem à paragem do projeto do submarino nuclear brasileiro que era fundamentalmente de ataque a outros submarinos e não para lançar mísseis. Sabe-se que Moro e outros juízes foram muitas vezes aos EUA e o ideólogo de Bolsonaro e blogger vive nos EUA

Notícia:
RIO — O ex-presidente da Eletronuclear Almirante Othon Silva tentou suicídio logo após ter sido condenado , no início de agosto do ano passado, a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisão e organização criminosa durante as obras da usina nuclear de Angra 3. A informação foi confirmada ao GLOBO pela defesa do ex-presidente da Eletronuclear. Por ser vice-almirante da Marinha, Othon Silva está preso em uma unidade militar, a Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Enfim com o apoio de Moro e da sua clique de traidores à Pátria brasileira, o projeto do submarino atómico pode ficar sem concretização.

A condenação foi inventada pela CIA e corrompidos os juízes que o condenaram porque aos americanos não interessa um Brasil que domina grande parte do Atlântico Sul equipado com submarinos nucleares que podem estar em qualquer lugar perto ou longe da costa para defender a Pátria dos brasileiros.

Se isso acontecer, os almirantes brasileiros e, provavelmente, muitos generais no ativo vão ficar muito zangados com Bolsonaro e Moro. Sem os projetos nucleares, os altos comandos das Forças Armadas brasileiras deixarão de dar apoio a Bolsonaro, mesmo que ele arranje muitos lugares de destaque no seu governo e administração em geral

 



publicado por DD às 16:21
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